Gabinete de Obama deve ter aprovação rápida no Senado

Por Thomas Ferraro WASHINGTON (Reuters) - Os nomes indicados pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para compor seu gabinete vão ter, ao que parece, uma aprovação rápida no Senado. A confirmação de Hillary Clinton para o Departamento de Estado é considerada, por exemplo, uma barbada.

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Seguindo uma tradição no tratamento ao gabinete dos presidente eleitos, os democratas partidários de Obama e os republicanos fizeram do processo de ratificação dos auxiliares de Obama a prioridade do Senado.

A maioria das escolhas do futuro presidente deve ser aprovada dias depois da posse na terça-feira. Alguns nomes devem ser confirmados horas depois da troca do mando presidencial.

Doze dos 14 integrantes do gabinete do presidente Ronald Regan foram confirmados em não mais que dois dias depois da sua posse em 1981. No caso de Bill Clinton, 13 dos 15 membros foram aprovados nas 24 horas seguintes à posse.

O gabinete de George W. Bush demorou mais. Sete foram confirmados no primeiro dia, e o restante em até 11 dias, segundo senadores democratas.

Agora, republicanos e democratas concordam que os ministros de Obama precisam assumir logo os seus postos para ajudá-lo a lidar com duas guerras, uma recessão, um Oriente Médio turbulento e um número estimado de 46 milhões de norte-americanos sem assistência médica.

A senadora Hillary Clinton, ex-primeira-dama, adversária de Obama nas prévias democratas, pode ser a primeira indicação do presidente eleito a ser confirmada. O Comitê de Relações Exteriores do Senado já aprovou a sua nomeação como secretária de Estado por 16 votos a 1.

O Nobel Steven Chu (secretário de Energia), o ex-governador de Iowa Tom Vilsack (secretário de Agricultura) e o senador Ken Salazar (secretário do Interior) também devem ser aprovados rapidamente.

Nenhum dos 15 indicados para o gabinete de Obama deve ser rejeitado pelo Senado, apesar de Timothy Geithner, escolhido para secretário do Tesouro, enfrentar perguntas constrangedoras sobre pagamento de impostos.

A sabatina de Geithner no Senado foi adiada para depois da posse de Obama. "Ele vai ser pressionado, como deve ser, mas deve ser confirmado", afirmou um assessor dos republicanos.

"Vamos ver como eles se sai na sabatina", disse outro republicano. "Alguns já caíram por menos."

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