Gabão reabre fronteiras fechadas após morte de presidente

Dacar, 9 jun (EFE).- As autoridades do Gabão reabriram hoje as fronteiras terrestres, marítimas e aéreas do país que haviam sido fechadas na segunda-feira poucas horas depois de ter sido anunciada a morte do presidente Omar Bongo Ondimba.

EFE |

"A medida foi levantada hoje, terça-feira", indicou um comunicado do Ministério da Defesa divulgado pela TV estatal.

O comunicado assinalou, no entanto, que estão mantidas as demais medidas relacionadas "à segurança de pessoas e propriedades".

O anúncio da morte de Bongo despertou na segunda-feira um sentimento de angústia em muitos habitantes de Libreville, que invadiram os mercados e reabasteceram seus carros por temor de uma possível escassez de combustível e comida.

Também ontem, alguns escritórios públicos foram abandonados pelo temor de funcionários de que a morte do presidente gerasse situações de violência.

Junto com o fechamento das fronteiras, o Ministério da Defesa do Gabão anunciou a entrada em alerta e envio às ruas das Forças Armadas e de Segurança.

No entanto, a normalidade imperou hoje em Libreville, onde os funcionários da administração foram a seus escritórios, que se encontram abertos, e as escolas públicas e particulares também funcionam, apesar dos 30 dias de luto oficial decretados pelo Governo, enquanto os comércios e mercados abriram suas portas e os transportes públicos funcionam normalmente.

O Conselho de Ministros do Governo solicitou hoje ao Conselho Constitucional, principal órgão judicial do país, que constatasse o vazio de poder, passo prévio à designação de um presidente interino.

Segundo a Constituição, o cargo deve ser ocupado pela atual presidente do Senado, Rose Francine Rogombe, uma jurista de 66 anos, que se encarregará de organizar as eleições presidenciais em um prazo de 45 dias.

Fontes da Presidência revelaram que o corpo do líder morto chegará na quinta-feira a Libreville. Omar Bongo morreu aos 74 anos de idade após 41 anos no poder. EFE st/rr

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