G8 vê uma reativação frágil, teme explosão social e sofre revés sobre o clima

LAQUILA - A reunião de cúpula dos chefes de Estado e governo do G8, grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia, teve início nesta quarta-feira na cidade italiana de LAquila com um almoço de trabalho e para falar da situação da economia mundial e dos temores de subsequente uma explosão social.

Redação com agências internacionais |

Em seu projeto de declaração comum divulgado nesta quarta-feira por fontes diplomáticas, apesar de os dirigentes do G8 verem " sinais de estabilização " da economia, advertiram que "riscos permanecem".

"A situação continua incerta e riscos permanecem para a estabilidade econômica e financeira. Observamos sinais de estabilização de nossas economias e pensamos que a inversão de tendência será reforçada quando nossas medidas (de apoio) terão atingido seu máximo efeito", afirmam neste documento os dirigentes dos países mais industrializados.

"Daremos os passos necessários, individualmente e coletivamente, para levar de volta a economia mundial no caminho de um crescimento forte e duradouro", prometem.

A crise econômica mundial é um dos principais temas de discussão do G8 (Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Grã-Bretanha, Alemanha, Japão e Rússia), que acontece até sexta-feira na cidade de L'Aquila, no centro da Itália, devastada por um violento terremoto em 6 de abril passado.


Obama e Berlusconi participam da cúpula do G8

Segundo a fonte, a declaração não inclui indicação sobre um nível aceitável dos preços do petróleo, cuja volatilidade pode prejudicar a recuperação econômica, limitando-se a mencionar a importância da "colaboração" entre países produtores e consumidores.

Presentes no G8, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, querem a definição de preços do petróleo "compatíveis com os fundamentais" da economia.

Debate climático

O primeiro dia do encontro entre industrializados e emergentes se viu marcado por um revés relativo à questão climática.

As principais economias mundiais, responsáveis por 80% das emissões de gases que provocam o efeito estufa, desistiram do objetivo de reduzir as mesmas à metade em 2050, informou uma fonte europeia à margem da reunião do G8 em L'Aquila.

A decisão foi adotada na terça-feira à noite em uma reunião em Roma do Fórum das Maiores Economias (FME), que reúne 16 países: o G8 dos mais ricos (EUA, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Rússia) e o G5 de grandes emergentes (China, Índia, Brasil, México e África do Sul), além de Austrália, Indonésia e Coreia do Sul.

"Há um forte compromisso para reduzir até 2050 de forma substancial as emissões mundiais, mas não será de 50%", declarou a fonte.

O FME, que se reunirá na quinta-feira em L'Aquila, deve manter, no entanto, o objetivo de limitar o aquecimento global a 2 graus centígrados em relação aos níveis prévios à revolução industrial.

Os governantes dos Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão debaterão até sexta-feira temas como aquecimento global, luta contra a pobreza e Irã, cujas atividades nucleares preocupam a comunidade internacional.

Na quinta-feira e sexta-feira as discussões serão ampliadas aos grandes países emergentes, países da África e organizações internacionais.

Quase 40 chefes de Estado e de governo e dirigentes de instituições multilaterais são esperados em L'Aquila, devastada em 6 de abril por um terremoto que deixou 299 mortos.

Leia também:

Leia mais sobre: G8

    Leia tudo sobre: g8

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG