Tamanho do texto

Líderes do G8 (grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo) decidiram realizar uma reunião com outros países para discutir a reforma no setor financeiro global. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que um encontro do G8 deveria ser realizado com a participação de países emergentes.

Os governantes também concordaram em retomar as discussões para um acordo de liberalização do comércio mundial, que haviam sido paralisadas em julho.

As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira depois de um apelo do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de uma reforma no FMI (Fundo Monetário Internacional) para ajudar a regular os sistemas financeiros do mundo.

As declarações de Brown foram feitas a repórteres antes da abertura da cúpula de dois dias que os governantes europeus iniciaram nesta quarta-feira em Bruxelas, na Bélgica.

O primeiro-ministro britânico também pediu a criação de um sistema de alerta para a economia internacional e maior supervisão sobre as companhias financeiras multinacionais.

"Nós precisamos lidar com as crises, à medida que surgirem, de maneira melhor e mais coordenada", disse Brown. "O FMI precisa ser reformado para se adaptar às necessidades do mundo moderno."
Na cúpula que se inicia nesta quarta-feira, a União Européia deve estender a todos seus 27 países membros o plano de ajuda financeira adotado no domingo passado, em Paris, pelos países que utilizam o euro como moeda oficial.

A Comissão Européia, órgão Executivo da União Européia, propôs nesta quarta-feira ampliar para 100 mil euros a garantia mínima para os depósitos em contas bancárias privadas no caso de falência de um banco do bloco, em uma iniciativa para melhorar a confiança dos cidadãos diante da crise financeira.

Esse limite já havia sido ampliado de 20 mil para 50 mil euros na semana passada e algumas das maiores economias européias - França, Alemanha, Itália e Espanha - anunciaram garantias ainda mais generosas.

No entanto, os custos dessas últimas propostas devem preocupar os países menores do bloco.

O primeiro-ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsany, pediu mais apoio do bloco para nações individuais. A Hungria é um dos países da União Européia mais afetados pela crise.

"A estratégia atual é deixar cada nação aplicar seus próprios instrumentos, mas nós precisamos de mais ações conjuntas", disse Gyurcsany. "Nós precisamos de um órgão de supervisão dentro da União Européia."