G8 quer dar chance à negociação com Irã (Sarkozy)

Os países membros do G8 querem dar uma chance à negociação com o Irã, suspeito de desenvolver um programa nuclear com objetivos militares, disse nesta quarta-feira, em LAquila (Itália), o presidente da França, Nicolas Sarkozy, durante entrevista à imprensa.

AFP |

Na opinião de Sarkozy, no entanto, a violência pós-eleitoral no país "foi profundamente chocante".

"A declaração do G8 (sobre o Irã) é inequívoca. Entre agosto e setembro (os iranianos) poderão escolher como evoluirão as coisas", disse Sarkozy, acrescentando que a reunião do G20 (países ricos e emergentes) em setembro, na cidade americana de Pittsburg, será de fato um encontro para examinar o expediente iraniano.

"O regime iraniano rejeita todas as mãos que lhes estendem", mas "é preciso esgotar todas as chances de negociação", afirmou Sarkozy.

"Se isto der bons resultados, melhor; mas se não, haverá consequências", advertiu o líder francês.

O G8 se disse "profundamente abalado" com a repressão contra as manifestações que denuciavam fraude na reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, e denunciou os "métodos de chantagem" usados por Teerã após a prisão de funcionários da embaixada britânica na capital iraniana.

O presidente Sarkozy também citou, durante a entrevista, o nome de Clotilde Reiss, a francesa que permanece detida em Teerã, e que precisa ser libertada imediatamente.

As autoridades iranianas detiveram no dia 1º de julho uma universitária francesa de 23 anos sob a acusação de espionagem.

A jovem, Clotilde Reiss, "é inocente e deve ser posta em liberdade", declarou na noite desta segunda-feira o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, ao canal de televisão France 3.

"Se entendemos bem, essa jovem foi acusada de espionagem, pelo envio de fotos tiradas com o celular. Acho que se trata disso, isso não é espionagem, não pode ser; essa acusação é absurda", acrescentou.

"É uma jovem professora (...) que foi testemunha de manifestações, como milhões de iranianos" e "não se mostrou atuante", destacou o chefe da diplomacia francesa.

O G8 condenou igualmente as declarações de Ahmadinejad negando o Holocausto de 6 milhões de judeus perpetrado pela Alemanha nazista, disse Sarkozy.

npk/sd/LR

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