G8 pede um Governo legítimo no Zimbábue

Kioto (Japão), 27 jun (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores do G8 expressaram hoje sua grave preocupação com a situação no Zimbábue, e assinalaram que não considerarão legítimo um Governo formado sem o respaldo da vontade popular.

EFE |

Em comunicado divulgado ao término de sua reunião de dois dias em Kioto (centro do Japão), os chefes da diplomacia de EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, Canadá, Itália, Rússia e França assinalaram que as medidas adotadas pelo Governo do Zimbábue "tornaram impossível a possibilidade de uma rodada eleitoral livre e justa".

"Os resultados das eleições de 29 de março de 2008 devem ser respeitados e qualquer diálogo entre os partidos deve dar lugar à formação de um Governo legítimo", assinalou o G8.

"Não aceitaremos a legitimidade de qualquer Governo que não reflita a vontade do povo do Zimbábue, e continuaremos acompanhando a situação de perto", acrescentou.

O segundo turno das eleições acontece hoje no Zimbábue, sem a participação da oposição e em meio às críticas quase unânimes da comunidade internacional contra o Governo de Robert Mugabe.

Os Estados Unidos afirmaram que o Zimbábue não pode realizar eleições "livres, justas ou pacíficas" no dia 27, e condenaram "nos termos mais contundentes" o Governo de Mugabe.

Na segunda-feira passada, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou também a campanha de violência contra a oposição do país africano e advertiu que essas ações impedem a realização de eleições presidenciais "livres e justas".

No comunicado de hoje, os chefes da diplomacia do G8 reivindicaram ao Governo do Zimbábue que defina com a oposição uma "rápida e pacífica solução à crise", e que permita a retomada das operações das organizações humanitárias. EFE icr/mh

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