G-8 pede que países liberem reservas de alimentos

Os líderes do Grupo dos Oito países mais ricos (G-8) pediram nesta terça-feira que as nações com reservas suficientes de alimentos liberem seus estoques para que os países em dificuldades possam enfrentar os preços recordes dos alimentos.

Redação com agências |

É "imperativo eliminar as restrições à exportação" que prejudicam as aquisições de comida, indicaram os líderes em um comunicado sobre segurança alimentar.

"Também pedimos aos países com reservas suficientes de alimentos que as liberem como parte de seu superávit para países que precisam, em uma época de preços significativamente elevados, de maneira que não distorça o comércio", acrescentaram.

Corte de 50% na emissão de gases

O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, disse nesta terça-feira que as maiores economias industrializadas do mundo aceitaram reduzir a emissão de gases poluentes em 50% até 2050. O acordo foi anunciado durante o segundo dia de reunião da cúpula anual do G8.

Segundo Fukuda, o grupo pediu para alguns países, em particular, o estabelecimento de metas de médio prazo para diminuir as emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global.

Durante o encontro, os líderes do G-8 expressaram também "forte preocupação" sobre a ameaça que a alta dos preços dos alimentos e do petróleo representa para a economia mundial. Eles destacaram que a capacidade de produção e refinamento de petróleo precisa ser ampliada para diminuir os preços do petróleo cru. Os governantes pediram esforços adicionais para aumentar a eficiência energética e diversificar as fontes de energia.

Alguns líderes ressaltaram a necessidade de cooperação entre as nações ricas e os países em desenvolvimento no que diz respeito ao câmbio estrangeiro. Segundo eles, as taxas de câmbio, os mercados financeiros em geral e os preços dos recursos naturais estão "muito relacionados" e medidas estruturais de longo prazo podem ser necessárias para combater os problemas nessas áreas.

O grupo concordou também em concentrar esforços para finalizar com sucesso a Rodada da Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), informou a agência Kyodo News, citando autoridades japonesas.

Inclusão do Brasil

EUA e Japão rejeitam entrada de emergentes no G8 . Por outro lado, uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas políticas Brookings Institution, de Washington, revelou que 63% das autoridades de 16 países são a favor de uma versão ampliada do G8 , com a inclusão de Brasil, Índia, China, África do Sul e México.

A enquete também aponta que 85% dos consultados acreditam que o mundo precisa de ''um mecanismo que atue como um guia global'', mas que ''apenas 15% acreditam que o G8 esteja desempenhando esta tarefa''.

Na pesquisa, foram ouvidas 76 autoridades governamentais e especialistas de 16 países de economias desenvolvidas e emergentes, entre eles Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Argentina, Rússia e China.

O que é o G8

O poderoso clube de países reunido em Hokkaido foi criado em 1975, após a crise do petróleo, com seis membros. No ano seguinte o Canadá foi incorporado e, em 1997, a Rússia. Na época, as oito nações acumulavam 65% do PIB mundial.

Atualmente, o grupo representa 58% do PIB mundial, e é responsável por 60% das emissões de gases que produzem o efeito estufa.

Esta é a maior cúpula do G8 desde 1975, pois receberá até quarta-feira líderes de 22 países: seus oito membros, sete economias emergentes e sete nações pobres, que querem que os mais ricos mantenham suas promessas de ajuda ao desenvolvimento.

(*Com informações das agências Estado, EFE, BBC e AFP)

Leia também:

Leia mais sobre: G8

    Leia tudo sobre: g8

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG