G8 fecha acordo para reduzir emissões em 50% até 2050

Os líderes do G8 anunciaram nesta terça-feira um acordo para reduzir as emissões globais de carbono em 50% até 2050, em um esforço conjunto para combater o aquecimento global. O acordo foi anunciado pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, na ilha de Hokkaido, no Japão, onde está sendo realizada a reunião de cúpula anual do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia.

BBC Brasil |

O anúncio representa um avanço nas negociações para conter o aquecimento global, já que na cúpula do ano passado os líderes do G8 haviam decidido apenas "considerar seriamente" os cortes das emissões.

Em comunicado conjunto, o grupo disse que pretende trabalhar com outros 200 países membros da ONU que já assinaram uma convenção que visa estabelecer metas para conter emissões de gases poluentes até 2050.

O G8 disse ainda que metas a médio prazo e políticas nacionais serão necessárias para atingir seu objetivo final de reduzir os gases em 50%.

Tema controverso
As mudanças climáticas têm sido um dos temas mais controversos para os líderes do G8, que se dividem sobre as metas que devem ser estabelecidas para o corte das emissões e sobre o papel dos países em desenvolvimento.

Durante a cúpula, Yasuo Fukuda declarou que irá pedir à China e à Índia que cooperem num esforço conjunto quando participarem da reuniões desta quarta-feira entre países do G8 - Estados Unidos, Grã-Bretanha, Itália, França, Alemanha, Japão, Canadá e Rússia - e um grupo de países convidados, entre eles o Brasil.

Os líderes do G8 ainda expressaram sérias preocupações sobre a ameaça imposta à economia global pela alta do preço dos combustíveis.

Eles disseram, no entanto, que permanecem otimistas quanto ao poder de recuperação de suas economias a longo prazo.

A correspondente da BBC Bridget Kendall disse que o G8 não deu explicações sobre as causas por trás dos altos preços do petróleo e dos alimentos como também não apresentou soluções para abaixá-los.

Os líderes ainda devem soltar um comunicado com comentários sobre as eleições no Zimbábue, consideradas pelo presidente George W. Bush na segunda-feira como uma "farsa".

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