G8 estipula prazo para negociar programa nuclear do Irã

Por Emmanuel Jarry e Jeff Mason LAQUILA, Itália (Reuters) - Grandes potências do G8 darão até setembro uma chance para as negociações com o Irã, disse nesta quarta-feira o presidente da França, Nicolas Sarkozy, subindo o tom da disputa sobre o projeto nuclear de Teerã.

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Falando depois de conversas com outros líderes do G8, Sarkozy declarou que as lideranças mundiais irão rever a situação com o Irã num encontro do G20, nos Estados Unidos, nos dias 24 e 25 de setembro.

"Se não houver progressos até lá, teremos que tomar decisões", afirmou Sarkozy, indicando que sanções mais duras podem ser impostas contra Teerã, se continuar a haver resistência ao diálogo.

Mike Froman, vice-conselheiro para assuntos de segurança nacional da Casa Branca, disse a jornalistas que as discussões do G8 refletiram "uma impaciência coletiva com o Irã", que, segundo argumentam países ocidentais, tenta construir uma bomba atômica com o seu programa nuclear.

Num comunicado em separado, o G8 se disse comprometido com uma solução diplomática para o caso do Irã.

Teerã tem dito que o objetivo do programa nuclear é a geração de energia para fins pacíficos.

"Sinceramente esperamos que o Irã aproveite a oportunidade para dar à diplomacia uma chance de encontrar uma solução negociada para esse tema nuclear", diz o comunicado do G8.

"Ao mesmo tempo permanecemos profundamente preocupados com os riscos de proliferação colocados pelo programa nuclear iraniano."

Os líderes mundiais pediram um início pronto para as negociações sobre o tratado com o fim de banir a produção de materiais da bomba nuclear. Houve um chamado a todos os países pela suspensão de explosões nucleares.

Segundo autoridades da Casa Branca, Washington vai abrigar em março uma reunião de cúpula sobre segurança nuclear.

"Este é outro ponto da agenda de não-proliferação que o presidente Barack Obama está apresentado", declarou Mark Lippert, assessor da Casa Branca.

VIOLÊNCIA NO IRÃ E A COREIA DO NORTE

O comunicado do G8 também condenou a violência no Irã que se seguiu às eleições presidenciais do mês passado e disse que prisão de estrangeiros e jornalistas foi "inaceitável".

Reiterou-se a crítica ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por negar a existência do Holocausto.

O comunicado do G8 também criticou os recentes testes de mísseis da Coréia do Norte.

Pyongyang disparou sete mísseis contra o Mar do Japão no dia 4 de julho, dia da Independência norte-americana, numa aparente provocação aos Estados Unidos.

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