G8 está disposto a tomar novas medidas contra o Zimbábue

O G8 está disposto a tomar novas medidas, incluindo sanções econômicas, contra os dirigentes zimbabuenses envolvidos na violência que o país atravessa, informou nesta terça-feira uma fonte diplomática japonesa à margem da reunião de cúpula doas oito potências mundiais.

Redação com agências internacionais |

Na véspera, o presidente George W. Bush afirmou, depois de se reunir com líderes africanos em paralelo à cúpula do G8 no Japão, que está muito decepcionado com a reeleição fraudulenta do presidente zimbabuense Robert Mugabe.

"Estou profundamente preocupado com o povo zimbabuense, e estou muito decepcionado com uma eleição que considero fraudulenta", afirmou Bush junto ao presidente da Tanzânia e também presidente em exercício da União Africana, Jakaya Kikwete.

Robert Mugabe, o mais antigo dos chefes de Estado africanos, há 28 anos no poder, tomou posse no domingo passado, para um sexto mandato de presidente do Zimbábue, ao final de uma eleição "fraudada", segundo a oposição e os países ocidentais.

Vencedor do primeiro turno da eleição, em 29 de março, Tsvangirai abandonou a disputa eleitoral diante da violência contra seus partidários, que deixou 103 mortos, 10 mil feridos e 5 mil desaparecidos.

Inclusão do Brasil no G8

EUA e Japão rejeitam entrada de emergentes no G8 . Por outro lado, uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas políticas Brookings Institution, de Washington, revelou que 63% das autoridades de 16 países são a favor de uma versão ampliada do G8 , com a inclusão de Brasil, Índia, China, África do Sul e México.

A enquete também aponta que 85% dos consultados acreditam que o mundo precisa de ''um mecanismo que atue como um guia global'', mas que ''apenas 15% acreditam que o G8 esteja desempenhando esta tarefa''.

Na pesquisa, foram ouvidas 76 autoridades governamentais e especialistas de 16 países de economias desenvolvidas e emergentes, entre eles Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Argentina, Rússia e China.

O que é o G8

O poderoso clube de países reunido em Hokkaido foi criado em 1975, após a crise do petróleo, com seis membros. No ano seguinte o Canadá foi incorporado e, em 1997, a Rússia. Na época, as oito nações acumulavam 65% do PIB mundial.

Atualmente, o grupo representa 58% do PIB mundial, e é responsável por 60% das emissões de gases que produzem o efeito estufa.

Esta é a maior cúpula do G8 desde 1975, pois receberá até quarta-feira líderes de 22 países: seus oito membros, sete economias emergentes e sete nações pobres, que querem que os mais ricos mantenham suas promessas de ajuda ao desenvolvimento.

(*Com informações das agências Estado, EFE, BBC e AFP)

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