G8 critica violência e negação do Holocausto no Irã

LAquila (Itália) - Os líderes do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) condenaram a atuação do Governo iraniano nos protestos pós-eleitorais, assim como as declarações do presidente Mahmoud Ahmadinejad negando o Holocausto.

EFE |

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    "Deploramos a violência pós-eleitoral que leva à perda de vidas de civis iranianos, as interferências na imprensa, as detenções injustificadas de jornalistas e as recentes detenções de estrangeiros. São inaceitáveis", disseram os líderes.

    O G8 expressou essas condenações através da declaração política aprovada ontem à noite durante a cúpula realizada na cidade italiana de L'Aquila, que termina amanhã.

    Na declaração, os líderes do G8 também se referiram ao programa nuclear iraniano e expressaram seu compromisso em encontrar uma solução diplomática para a questão.

    "Reconhecemos que o Irã tem direito a contar com um programa civil nuclear, mas com a responsabilidade de dar uma confiança baseada em que o objetivo de suas atividades nucleares seja sempre pacífico", diz o texto.

    Quanto à situação no Oriente Médio, o G8 chamou "a uma imediata libertação do soldado israelense Gilad Shalit", nas mãos de grupos islâmicos.

    Pediram também a abertura dos cruzamentos da Faixa de Gaza para o transporte de ajuda humanitária, mercadorias e passagem de pessoas, sempre e quando se respeite a segurança de Israel.

    O texto deu destaque à solução de dois Estados - um israelense e outro palestino - "como um interesse fundamental da comunidade internacional".

    Por outro lado, Paquistão e Afeganistão permanecem "entre as máximas prioridades do G8".

    "Chamamos às autoridades afegãs a garantir a credibilidade e refletir o atual desejo do povo afegão. Estamos preparados para apoiar o novo Governo afegão em seus esforços para reforçar as instituições democráticas, o estado de direito, o respeito aos direitos humanos, assim como para combater a corrupção e o terrorismo", explicaram os líderes.

    Em relação ao Paquistão, o G8 mostrou seu apoio à luta contra terroristas e extremistas.

    "Nos comprometemos a trabalhar com o Paquistão, as Nações Unidas e as agências humanitárias para fornecer ajuda e assistência aos civis deslocados pelas lutas. Assim como a trabalhar com o Governo paquistanês para reforçar seu desenvolvimento econômico e social", explica a declaração.

    Por outro lado, os líderes do G8 reconheceram que a proliferação de armas nucleares representa uma das maiores ameaças para o planeta.

    Assim, expressaram sua determinação em fortalecer os acordos de não-proliferação nuclear através de "um efetivo multilateralismo e esforços nacionais determinados".

    O G8 também fala na declaração sobre a luta contra o terrorismo, e condena "este fenômeno em todas suas formas e manifestações".

    "Todos os atos de terrorismo são criminosos, desumanos e injustificáveis, sem levar em conta sua motivação, especialmente quando seu alvo são civis", diz o texto.

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