G8 crê que situação econômica segue incerta, apesar de sinais de recuperação

LAquila (Itália), 8 jul (EFE).- Os países do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados e a Rússia), cujos chefes de Estado e de Governo se reúnem a partir de hoje na cidade italiana de LAquila, acham que a situação econômica continua incerta, apesar dos sinais de recuperação registrados até agora.

EFE |

Esta conclusão está na minuta da declaração final sobre a crise econômica que os países participantes da cúpula do G8 devem aprovar em L'Aquila e que foi divulgada hoje a vários veículos de comunicação.

A minuta segue a linha do acordo alcançado pelos ministros de Economia e Finanças do G8 na cúpula do mês passado e prevê que os países do grupo reconheçam "os progressos alcançados até agora" na recuperação da confiança e da estabilização dos mercados financeiros.

O texto adverte, entretanto, que a "situação continua incerta e que há riscos significativos para a estabilização econômica e financeira".

Segundo o jornal "Corriere della Sera", os líderes do G8 se comprometem a dar todos os passos necessários para sustentar a demanda e recuperar o crescimento econômico, mas rejeitam "qualquer tipo de protecionismo".

O G8, que se reúne hoje com representantes da União Europeia (UE) em L'Aquila, se compromete na minuta de sua declaração conjunta a "assegurar a sustentabilidade fiscal no médio prazo" e a apoiar o Fundo Monetário Internacional (FMI) na preparação das estratégias para a saída da crise.

Os chefes de Estado e do Governo das sete maiores economias mundiais mais a Rússia apostam também na luta contra a evasão fiscal.

Os países do G8 também reafirmaram o marco de princípios de Lecce ("Lecce Framework") aprovado na cidade italiana na cúpula de junho, e defendem uma maior atenção ao problema do desemprego.

A crise econômica é um dos principais assuntos de debate da cúpula, realizada no quartel da Guarda de Finanças de L'Aquila entre hoje e sexta-feira. Além das maiores potências econômicas, estão presentes países como Brasil, México e Espanha. EFE mcs/bba

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