novos passos contra o Zimbábue e se diz preocupado com o Irã - Mundo - iG" /

G8 anuncia novos passos contra o Zimbábue e se diz preocupado com o Irã

Macarena Vidal Toyako (Japão), 7 jul (EFE).- O Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia) anunciou hoje que dará novos passos em relação aos responsáveis pela violência eleitoral no Zimbábue.

EFE |

Além disso, se disse preocupado com os riscos que o programa atômico iraniano representa para a proliferação nuclear.

Em um jantar de trabalho da cúpula da qual participam todos os anos, os chefes de Estado e de Governo do seleto clube se reuniram para analisar assuntos como as eleições no Zimbábue e os programas nucleares da Coréia do Norte e do Irã.

Na série de comunicados emitidos posteriormente, o G8 disse que "lamenta" o fato de autoridades do Zimbábue terem "seguido adiante com a eleição presidencial, apesar da falta de condições apropriadas para um voto livre e imparcial, resultante da violência sistemática, da obstrução e da intimidação".

EUA, Japão, Rússia, Canadá, Itália, Reino Unido, França e Alemanha também prometeram dar "novos passos", sem especificar quais, contra "os indivíduos responsáveis pela violência" eleitoral no Zimbábue.

No entanto, o texto do G8 sobre o tema não foi tão abrangente quanto esperava o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que queria a imposição de sanções ao país africano.

Outros países do grupo, como o Reino Unido e a Alemanha, também se manifestaram a favor de medidas duras, mas, segundo fontes das negociações, a Rússia foi contra, impedindo um consenso.

Washington espera que o Conselho de Segurança da ONU vote esta semana a imposição de sanções contra altos funcionários do regime zimbabuano.

Ainda sobre o Zimbábue, o G8 disse que não aceita a legitimidade do regime de Mugabe e expressou sua "profunda preocupação" com a "repercussão humanitária" da situação no país.

EUA, Japão, Rússia, Canadá, Itália, Reino Unido, França e Alemanha também pediram a Mugabe que colabore com o opositor Movimento pela Mudança Democrática (MDC), liderado por Morgan Tsvangirai, na resolução da crise política que o Zimbábue enfrenta.

Outro ponto do comunicado recomenda ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que nomeie um enviado especial para se informar sobre a situação política, humanitária e de segurança no país, e apóie os esforços regionais para fazer progredir a mediação entre os partidos.

No jantar de trabalho, o grupo também expressou seu apoio à resolução, pela via diplomática, da disputa sobre o programa nuclear norte-coreano.

Os chefes de Estado ou de Governo disseram ter ficado satisfeitos com a entrega, há 15 dias, da declaração sobre das atividades nucleares norte-coreanas.

No entanto, eles ressaltaram que a checagem exaustiva é "da maior importância" e que é importante que os países negociadores cheguem a um acordo o mais rápido possível sobre essas verificações.

O posicionamento do G8 foi expressado depois que, nesta terça-feira, Pequim confirmou uma nova rodada de contatos com Rússia, Japão, as duas Coréias e EUA, que tentarão convencer Pyongyang a renunciar a suas atividades nucleares.

Outro programa nuclear alvo de discussões foi o iraniano, a respeito do qual os participantes da cúpula disseram estar preocupados com os "riscos" que ele representa para a "proliferação" nuclear.

Em razão disso, o G8 pediu à República Islâmica que suspenda imediatamente suas atividades de enriquecimento de urânio. EFE mv/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG