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G8 anuncia que dará passos contra responsáveis pela violência no Zimbábue

Toyako (Japão), 7 jul (EFE).- O Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia) anunciou hoje que dará novos passos contra os indivíduos responsáveis pela violência no Zimbábue, onde o presidente Robert Mugabe se proclamou vencedor em eleições muito criticadas.

EFE |

Esse anúncio está em uma declaração emitida após um jantar de trabalho do G8 em sua cúpula em Toyako (Japão), na qual trataram sobre questões de política externa, como as eleições no Zimbábue e os programas nucleares da Coréia do Norte e do Irã.

"Daremos novos passos, entre eles a introdução de medidas financeiras e de outros tipos, contra os indivíduos responsáveis pela violência" eleitoral no Zimbábue, afirmaram os líderes dos Estados Unidos, Japão, Rússia, Canadá, Itália, Reino Unido, França e Alemanha.

A declaração, no entanto, não indicou que medidas concretas prevê. Os EUA esperam que o Conselho de Segurança da ONU vote esta semana para impor sanções contra altos funcionários do regime zimbabuano.

O G8 afirma que não aceita a legitimidade do regime de Mugabe, ao declarar que é "ilegítimo" qualquer Governo que não represente a vontade de seu povo, e expressa sua "profunda preocupação" com a "repercussão humanitária" da situação no Zimbábue.

Os líderes pedem que Mugabe colabore com a oposição do Movimento por Mudança Democrática (MDC) de Morgan Tsvangirai para resolver a crise política no país.

No entanto, especificam que "é importante que qualquer processo de mediação respeite os resultados das eleições de 29 de março", quando ocorreu o primeiro turno das eleições presidenciais, no qual Tsvangirai obteve mais votos que Mugabe.

Recomendam também que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeie um enviado especial para informar sobre a situação de segurança, política, humanitária e de direitos humanos, e apóie os esforços regionais para fazer avançar a mediação entre os partidos.

EFE mv/an

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