G8 anuncia pacote de US$ 15 bilhões para agricultura

Os chefes de Estado do G8, as sete nações mais industrializadas do mundo mais a Rússia, anunciaram um pacote de investimento de US$ 15 bilhões para fomentar a produção de alimentos em países em desenvolvimento, com ênfase especial para a África. Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, a agência da ONU para alimentos e agricultura, elogiou a iniciativa dos líderes do G8 de incentivarem mais a agricultura e menos os pacotes de ajuda alimentar.

BBC Brasil |


Segurança alimentar foi o principal tema de discussão dos líderes na sexta-feira na Itália. Nem todos os recursos anunciados para agricultura são necessariamente novos. Parte desta verba já vinha sendo destinada por países ricos para o desenvolvimento da agricultura em países pobres.

Agências humanitárias cobram, no entanto, mais de US$ 23 bilhões que teriam sido prometidos pelos líderes do G8 em um encontro na Escócia, há quatro anos.

Mudança climática

Na quinta-feira, ao fim de uma reunião para tentar chegar a um acordo sobre cortes de emissões de gases que provocam o efeito estufa, líderes das 17 principais economias do mundo divulgaram uma nota concordando sobre a necessidade de manter o aquecimento global médio em no máximo 2º em relação aos níveis pré-industriais.

"Como líderes das maiores economias do mundo, tanto desenvolvidas quanto em desenvolvimento, temos a intenção de reagir com vigor a este desafio, convencidos de que a mudança climática representa um perigo claro, que requer uma reação global extraordinária", disse a nota.

O consenso entre a maior parte dos cientistas é de que a partir de um aquecimento de 2º, as consequências para o planeta passam a ser "imprevisíveis".

Apesar das palavras fortes, o comunicado não dá indicações de como esse objetivo deve ser atingido, já que não estabelece qualquer meta ou compromisso conjunto nem prevê financiamento para desenvolvimento limpo das economias mais pobres.

Por causa disso, a nota foi duramente criticada pelos principais grupos ambientalistas. O Greenpeace afirmou que "as esperanças de um resultado positivo" do encontro foram "torpedeadas pela falta de liderança demonstrada pelos líderes do G8 (Alemanha, Itália, Estados Unidos, França, Japão, Canadá, Grã-Bretanha e Rússia)".

Já o WWF afirmou que os países ricos "precisam mostrar empatia de verdade, liderança real e compromissos financeiros sólidos e não declarações de consolo."

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