G8 adverte que alta dos preços ameaça segurança alimentar

Toyako (Japão), 8 jul (EFE).- A alta dos preços dos alimentos ameaça a segurança alimentar global, o que poderia levar milhões de pessoas à pobreza, advertiu hoje o Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia).

EFE |

Em declaração na cúpula do grupo em Toyako, no Japão, o G8 declarou sua disposição de fazer tudo o possível para garantir a segurança de alimentos a curto e longo prazo.

"O aumento dos preços dos alimentos acrescentam pressões inflacionárias e geram desequilíbrios macroeconômicos, especialmente para alguns países de baixa receita", destacaram os líderes dos Estados Unidos, Japão, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Rússia.

Neste sentido, pediram aos países "com estoques suficientes de alimentos que cedam parte de seu excesso aos países que precisam, no momento em que os preços sobem de maneira significativa e de modo que não altere o comércio".

Neste sentido, asseguraram que explorarão possíveis opções para coordenar a gestão dos estoques alimentícios, entre eles a criação de um sistema "virtual" de reservas, coordenado internacionalmente, para propósitos humanitários.

O grupo também considera "imperativo" eliminar as restrições à exportação de alimentos.

O G8 expressou também seu compromisso de iniciar políticas de desenvolvimento de biocombustíveis que não coloquem em perigo o abastecimento alimentar, fabricados a partir de "plantas não comestíveis e biomassa".

Um relatório do Banco Mundial atribui parte da culpa da alta dos preços dos alimentos aos biocombustíveis elaborados a partir do milho e de grãos oleaginosos, e que continuará até pelo menos 2012.

Também "buscaremos oportunidades para ajudar a levantar a agricultura local, promovendo a compra local de ajuda alimentar", destacaram os líderes do G8.

"Destacamos a importância de fortalecer a distribuição de ajuda alimentícia de maneira efetiva, pontual e de acordo com as necessidades, assim como de aumentar a produção agrícola", afirmou o comunicado. EFE mv/an

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