G7 prevê que economia mundial voltará aos trilhos em 2009

A economia mundial deve voltar aos trilhos este ano, mas os riscos persistem, estimaram nesta sexta-feira os países do G7, que se comprometeram a evitar o protecionismo e as demais restrições ao comércio internacional.

AFP |

Ao final de uma reunião em Washington, os sete países mais ricos do mundo prometeram ainda fazer "tudo o que for necessário" para reativar o crescimento e, principalmente, "continuar injetando capital nas instituições financeiras".

Segundo o comunicado final da reunião, os Sete também tomarão "todas as providências necessárias para garantir a solidez das instituições cuja importância é vital para o conjunto do sistema financeiro".

"Os dados recentes sugerem que o ritmo do declínio de nossas economias diminuiu, e que alguns sinais de estabilização estão aparecendo", diz o comunicado. "A atividade econômica deve se recuperar ainda este ano".

O G7 destaca que está "vigiando de perto o mercado de câmbio, para evitar movimentos repentinos" que poderiam ter "consequências prejudiciais para a estabilidade econômica e financeira" mundial.

O grupo reafirma ainda o compromisso de seus membros em cooperar para reformar a regulamentação financeira, insistindo na necessidade de "esforços nacionais" neste sentido.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, destacou que a economia mundial desacelera sua queda, mas advertiu que os problemas persistem.

"Estamos em um contexto de grave queda da economia mundial, mas, sem subestimar os desafios que enfrentamos, há sinais que mostram que o ritmo de degradação da atividade econômica e do fluxo comercial diminuiu".

"Temos motivos para ficar um pouco mais tranquilos, mas seria falso concluir que estamos próximos a sair das trevas que se abateram sobre a economia mundial no início do outono passado", disse Geithner ao final do encontro com seus colegas de Alemanha, Canadá, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão.

Segundo o secretário do Tesouro, é "essencial que possamos garantir um apoio suficiente à demanda interna de cada país e que estabilizemos nossos sistemas financeiros para permitir uma recuperação mundial viável".

Geithner estimou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) "está certo ao destacar a urgência" de os poderes públicos intervirem para recuperar o setor financeiro e ressaltou a importância do compromisso pela atividade econômica e da situação dos mercados financeiros.

"Estamos vendo alguns sinais animadores. Graças a medidas e programas lançados, vemos os riscos recuarem e as diferenças de taxas diminuírem, assim como algumas melhorias nos mercados financeiros".

"Algumas medidas do consumo, algumas medidas da atividade econômica nos Estados Unidos e em outros países começaram a se estabilizar. As condições em alguns mercados começaram a mostrar uma melhora modesta".

O FMI anunciou hoje, após uma reunião com seus 34 membros, que avançou no objetivo de triplicar seus recursos, o que permitirá ampliar seus créditos, com base no chamado novo acordo para empréstimos (NAB).

"O grupo fez bons progressos para este objetivo e concordou em seguir trabalhando para encontrar um ponto comum sobre um NAB mais amplo e flexível", disse o presidente do comitê encarregado da gestão dos novos empréstimos, Takehiko Nakao.

Durante as discussões, a Alemanha pediu que os grandes países emergentes, entre eles o Brasil, aumentassem sua contribuição ao FMI: "Esperamos que mais países participem" da doação de recursos ao Fundo, declarou à imprensa o ministro alemão das Finanças, Jörg Asmussen.

Já o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que o Brasil não está disposto a falar sobre novas contribuições ao FMI "até que tenhamos um novo instrumento adequado".

"Os países que têm mais recursos não são os emergentes", lembrou Mantega aos jornalistas.

O Brasil já anunciou sua disposição de contribuir com 4,5 bilhões de dólares para reforçar a capacidade de concessão de créditos do FMI.

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