G7 diz que tomará todas as medidas para evitar quebra de grandes bancos

Washington, 10 out (EFE).- O G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) anunciou hoje que tomará todas as medidas necessárias para impedir a quebra dos grandes bancos, ao mesmo tempo em que admitiu que a atual crise financeira exige ações enérgicas.

EFE |

"A situação atual requer ações urgentes e excepcionais", afirmaram Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá, Reino Unido, Japão e Itália ao término de uma reunião em Washington.

No plano de cinco pontos que divulgou hoje, o G7 se compromete a adotar medidas para que os bancos se recapitalizem com fundos públicos e privados.

No entanto, o grupo de países não citou uma das opções sobre a mesa apoiada pelo Governo britânico: a de garantir, em nível mundial, toda a dívida das instituições financeiras com os bancos centrais internacionais.

Os sete países prometeram "dar todos os passos" que faltam para facilitar o acesso ao crédito e fazer os mercados monetários funcionarem, de modo que os bancos tenham um "amplo" acesso ao financiamento.

Outra medida proposta é assegurar que as garantias dadas aos depósitos dos correntistas sejam "robustas e consistentes".

Por fim, o G7 se comprometeu a "tomar medidas, se for apropriado, para reativar os mercados secundários de hipotecas e outros ativos titularizados".

O comunicado do grupo frise que o plano deve proteger o contribuinte e evitar potenciais danos a outros países.

Em uma entrevista coletiva após o encontro, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse que seu país vai comprar ações de bancos para injetar capital nas instituições financeiras combalidas.

Será nessas operações que o Governo utilizará fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado recentemente pelo Congresso dos EUA.

"Estamos desenvolvendo estratégias (...) para adquirir participações nas instituições financeiras", afirmou.

Paulson disse que o programa estará aberto "a uma enorme gama" de entidades e será projetado para que as instituições também consigam captar capital privado.

O economista declarou que o Departamento do Tesouro lançará a iniciativa "o mais rápido possível", embora não tenha antecipado nenhuma data.

Esta é a primeira vez em que o Governo americano recorre a uma medida deste tipo desde a Grande Depressão dos anos 30.

O responsável pela economia americana disse que o Governo está atuando "com rapidez e cautela" para implementar o pacote de resgate.

Apesar das diferenças explícitas expressadas pelos membros do seleto clube de países antes da reunião, Paulson frisou durante sua entrevista que existiu um "claro entendimento" entre todos os presentes.

Segundo ele, a "volatilidade" nos mercados continuará "por mais algum tempo", e os que esperavam que a reunião de hoje fosse terminar com um plano específico para os países são ingênuos.

"Somos países diferentes com estruturas completamente diferentes", destacou o secretário, para quem o importante é que o G7 chegou a um consenso quanto a uma série de princípios importantes.

A reunião do grupo coincidiu com um novo dia de pânico nas bolsas mundiais. Em Wall Street, o dia começou pior do que acabou, com uma queda de 1,5% do Dow Jones Industrial, ao passo que, em São Paulo, o Ibovespa caiu 3,97%. EFE tb/sc

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