G-20: um foro de grandes países industrializados e emergentes

O G-20, nascido em 1999 após as crises asiática e russa para reunir em torno da mesma mesa os países industrializados e os principais emergentes, estará no dia 15 de novembro em Washington, pela primeira vez em nível de dirigentes de seus países-membros.

AFP |

Desde 1999, o grupo reúne todo ano os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G-8 (Alemanha, França, Estados Unidos, Japão, Canadá, Itália, Reindo Unido e Rússia), assim como de Brasil, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia e União Européia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial também estão representados.

Sua criação foi proposta pelo G-7, em um período de crises financeiras sucessivas em Ásia, Rússia e América Latina, que incitou o aprofundamento do diálogo econômico entre as principais potências mundiais com o objetivo de tentar resolver ou evitar tais turbulências econômicas.

No âmbito do G-20, os dirigentes discutem também questões orçamentárias e monetárias, de crescimento, comércio e energia. Eles representam dois terços da população mundial e 90% do Produto Interno Bruto do planeta.

A origem do G-20 é muitas vezes fonte de confusão porque essa nomenclatura também é utilizada pelos vinte maiores países emergentes nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). Este G20, do qual também fazem parte Brasil, Argentina, México e Indonésia, surgiu durante a reunião da OMC em Cancun (México) em 2003. Esses países se reuniram sob o patrocínio do Brasil para defender seus interesses agrícolas frente aos países ricos. Eles exigem que a União Européia, os Estados Unidos e o Japão ponham fim aos seus subsídios agrícolas, que os emergentes acusam de favorecer os países industrializados em detrimento dos países em desenvolvimento.

Os outros países-membros são Chile, Índia, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Cuba, Tailândia, Filipinas, África do Sul, Guatemala, Paquistão, Egito, Nigéria, Tanzânia e Zimbábue.

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