Entenda o que está em jogo na reunião do G20 http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/11/14/mantega_defende_que_paises_reduzam_juros_de_forma_coordenada_2115273.html target=_topMantega defende que países reduzam juros de forma coordenada" / Entenda o que está em jogo na reunião do G20 http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/11/14/mantega_defende_que_paises_reduzam_juros_de_forma_coordenada_2115273.html target=_topMantega defende que países reduzam juros de forma coordenada" /

G20 se reúne em busca de agenda comum contra crise

WASHINGTON - Os líderes do G20, reunidos neste sábado em Washington, tentam chegar a um consenso sobre quais temas financeiros merecem maior atenção dos governos para evitar novas turbulências no futuro. As discussões começaram na semana passada, no encontro realizado em São Paulo. Desde então, alguns pontos vêm sendo discutidos entre os governos. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/11/14/entenda_o_que_esta_em_jogo_na_reuniao_do_g20_2114316.html target=_topEntenda o que está em jogo na reunião do G20 http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/11/14/mantega_defende_que_paises_reduzam_juros_de_forma_coordenada_2115273.html target=_topMantega defende que países reduzam juros de forma coordenada

BBC Brasil |

AFP
Líderes mundiais em reunião do G20

Líderes mundiais em reunião do G20

De acordo com um integrante da comitiva brasileira, um dos temas que oferece grande chance de consenso diz respeito ao sistema de pagamentos de executivos financeiros. A preocupação é de que esses profissionais acabem sendo estimulados a adotar operações financeiras de altíssimo risco, em função de recompensas salariais.

Outro assunto que deve se incluído no comunicado de amanhã é a avaliação das agências de rating. Essas empresas funcionam como avalistas do sistema financeiro, mas seu desempenho vem sendo criticado, sobretudo por não terem observado o alto grau de risco de algumas instuições financeiras. "Precisamos definir quem supervisiona os supervisores", disse um integrante da equipe brasileira.

Do lado brasileiro, uma das principais demandas é a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os países emergentes, como o Brasil, ao lado dos europeus, querem ter maior poder decisório na instituição.

Os assuntos que forem consensuais serão incluídos no comunicado final, que deve ser divulgado ainda neste sábado. A partir daí, serão criados grupos de estudo para discutir uma possível reforma no sistema, em cada um dos pontos analisados.

Desafios

O desafio do G20 não termina na reunião de Washington. Após a fase da escolha dos temas, virá uma ainda mais delicada: decidir se existe ou não necessidade de reforma do sistema - e em que grau.

Os Estados Unidos, por exemplo, defendem uma reforma mais sutil. Já os europeus estão mais propensos a apoiar uma reestruturação mais ampla.

Além disso, qualquer sugestão de reforma no sistema financeiro internacional passa por mudanças nas legislações de cada país.

Como diz o professor da Universidade de Santa Cruz, Michael Dooley, "antes de reformar o sistema mundial, os países vão ter que reformar a si próprios".

Expectativa

A reunião deste sábado, marcada em caráter emergencial, gerou grande expectativa quando foi sugerida pelo presidente americano, George W. Bush.

Os líderes europeus, sobretudo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegaram a falar em uma nova arquitetura global ou um "novo Bretton Woods", em comparação à reunião de 1944, que levou à criação do FMI e do Banco Mundial.

No entanto, essa expectativa foi reduzida nos últimos dias. O próprio presidente Lula disse que não se pode esperar resultados concretos porque a reunião seria "apenas o começo" de um processo.

Essa é a primeira vez que a reunião do G20 é realizada com líderes de Estado. Na estrutura tradicional, as reuniões são comandadas por ministros da Fazenda e banqueiros centrais.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil vai sugerir que o G20 seja alçado permanentemente a um fórum de chefes de Estado, "pois eles é quem têm o poder decisório nas mãos".

Na prática, os chefes de Estado pouco participam das reuniões. Na sessão plenária, cada um terá direito a apenas cinco minutos de discurso.

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