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G20 pede manutenção de estímulos a países com finanças sustentáveis

Washington, 23 abr (EFE).- O Grupo dos 20 (G20, países mais ricos e principais emergentes) pediu a manutenção dos programas de estímulo econômico aos países com finanças públicas sustentáveis, ao mesmo tempo em que constatou que a recuperação mundial foi mais rápida do que o previsto.

EFE |

Os ministros de Economia e presidentes dos bancos centrais do grupo evitaram, no entanto, se referir à crise orçamentária da Grécia, cuja propagação a outros países é o principal risco para a economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"A recuperação mundial progrediu melhor do que o antecipado", disse o G20 em sua declaração.

Os países-membros reconheceram que a alta acontece "a várias velocidades", dependendo do país, e que o desemprego continua alto, por isso que pediram às nações com recuperações frágeis que mantenham os programas de estímulo se o puderem permitir.

O FMI prevê uma recuperação sólida nos mercados emergentes, enquanto nos países em desenvolvimento a subida é muito mais débil.

O G20 enfatizou ao mesmo tempo que os Governos devem elaborar planos "críveis" para a retirada eventual das intervenções na economia.

Em sua reunião, que substituiu o tradicional encontro do G7 prévio à Assembleia do FMI e do Banco Mundial, a qual acontece este fim de semana, os ministros receberam uma proposta do Fundo de introduzir dois impostos internacionais ao setor financeiro.

Em sua declaração, o G20 encarregou o FMI estudar mais a fundo as opções "para que as instituições financeiras nacionais levem o peso das intervenções extraordinárias do Governo onde aconteçam" e para que se limite a tomada de riscos excessivos.

A entidade apresentará um relatório final a respeito na cúpula presidencial do G20 em junho.

O grupo também reiterou seu "compromisso enérgico" com a reforma financeira e com a adoção para o final do ano de normas internacionais "que melhorem tanto a quantidade como a qualidade do capital bancário, e que desincentivem o endividamento excessivo".

Além disso, pediu normas contábeis mundiais, a regulação do mercado de derivados e uma melhor supervisão dos fundos de risco e das agências de avaliação de risco.

Os membros do Grupo se comprometeram a apresentar planos na reunião de junho sobre como retirar os subsídios "ineficazes" ao consumo de combustíveis fósseis que alguns países mantêm, principalmente os grandes produtores de petróleo. EFE cma/ma

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