G20 garante medidas para reativar economia e decide ampliar capital do FMI

O G20 tomará todas as medidas necessárias para reativar a economia mundial, incluindo um significativo aumento do capital do FMI, revelou neste sábado o ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, após uma reunião com seus homólogos do grupo, em Horsham, no sul de Londres.

AFP |

O grupo formado pelos oito países mais industrializados e as principais potências emergentes concluiu que a "principal prioridade" é restaurar o crédito, e se "comprometeu" a apoiar as economias emergentes a restituir os fluxos de capital.

Minimizando os sinais de divisão entre Europa e Estados Unidos, os ministros das Finanças do G20 também concordaram com a "necessidade urgente de aumentar, expressivamente, os recursos do FMI", mas Darling não citou números.

Segundo fontes ligadas às negociações, a Europa gostaria de elevar os recursos do FMI de 250 bilhões de dólares para 500 bilhões de dólares, enquanto os americanos defendem 750 bilhões de dólares.

"Estamos dispostos a adotar as medidas necessárias para garantir a restauração do crescimento econômico e nos comprometemos a fazê-lo pelo tempo que for necessário", destacou o ministro britânico, anfitrião do encontro preparatório para a cúpula dos países mais industrializados do mundo, prevista para 2 de abril, em Londres.

O G20 também concordou com uma "supervisão e regulação suficientes" sobre os fundos especulativos (hedge funds): "Estamos de acordo com uma maior regulação (...) para prevenir o acúmulo de risco" sobre todo o sistema.

Darling destacou que "também estamos de acordo sobre a necessidade de se fazer mais para fortalecer os bancos nos bons tempos para que possam enfrentar as eventuais épocas de crise".

Apesar dos avanços, os ministros não foram capazes de obter um consenso sobre um 'plano global' de estímulo financeiro, como defende os Estados Unidos para reativar a economia do planeta.

Países como Alemanha e França são contrários a este 'plano global' e apostam em um endurecimento da regulação do sistema para combater a crise.

O secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, minimizou a questão e destacou a unidade sem precedentes mostrada dentro do G20.

"Agora temos uma ampla base de consenso sobre a necessidade de se atuar agressivamente para restabelecer o crescimento".

Darling também concordou com os progressos obtidos visando uma posição comum: "Estamos de acordo sobre uma quantidade significativa de pontos. Há um grande consenso, tanto sobre a urgência dos problemas que enfrentamos como sobre os passos a tomar".

O ministro britânico disse que na reunião também ficou decidido que é preciso combater o protecionismo e proteger o livre comércio.

A luta contra o protecionismo também foi um ponto convergente no encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega americano, Barack Obama, na reunião mantida entre os dois líderes neste sábado, na Casa Branca.

Os responsáveis pelas Finanças do G20 se comprometeram ainda a fazer os esforços orçamentários necessários para restaurar o crescimento econômico, ação que seria avaliada pelo Fundo Monetário Internacional, e relacionar os chamados 'paraísos fiscais' para adotar medidas punitivas.

kah/LR

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG