G-20: cinco anos de pressão pela abertura dos mercados agrícolas

O G-20 das nações emergentes surgiu no cenário internacional durante a conferência interministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) realizada em Cancun (México) em setembro de 2003.

AFP |

Seu propósito inicial era impedir que a conferência se limitasse a atender os interesses de Estados Unidos e União Européia (UE), em detrimento dos objetivos fixados desde 2001 pela Rodada de Doha, centrada nos mercados agrícolas.

Essa Rodada deveria ter sido concluída no final de 2004, mas se arrasta até hoje, principalmente por divergências na questão agrícola.

O G-20 celebrou nestes cinco anos várias reuniões de alto nível e leva suas exigências à conferência ministerial da OMC que será inaugurada na segunda-feira em Genebra, apresentada como última tentativa de salvar a Rodada de Doha.

Brasil e Índia foram os grandes articuladores do grupo, que atualmente conta com 23 membros: doze latino-americanos (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), cinco africanos (Egito, Nigéria, África do Sul, Tanzânia e Zimbábue) e seis asiáticos (China, Filipinas, Índia, Indonésia, Paquistão e Tailândia).

Esses países representam cerca de 60% da população mundial, 70% da população rural e 26% das exportações agrícolas do planeta, de acordo com dados da própria organização.

js/dm

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