Um dos dois fuzileiros americanos julgados em uma corte marcial da Califórnia (oeste) pelo suposto envolvimento na morte de prisioneiros iraquianos em Faluja, em 2004, se declarou inocente nesta segunda-feira, informou um porta-voz da base militar.

"O sargento Ryan Weemer se declarou inocente nas acusações de assassinato sem premeditação e falta ao dever", disse um porta-voz da base dos Fuzileiros Navais de Camp Pendleton, 130 km ao sul de Los Angeles.

Além disso, Ryan Weemer e outro fuzileiro, Jermaine Nelson, foram acusados de desacato na sexta-feira por um tribunal federal (civil) da Califórnia, onde se negaram a prestar depoimento no processo contra José Nazario, um ex-militar de 28 anos.

Nazario é acusado de "homicídio voluntário", "agressão com arma", "uso de arma em circunstâncias de violência criminosa" e "incitação", no mesmo caso ocorrido há quatro anos no Iraque e julgado em um tribunal federal de Riverside, 100 km a leste de Los Angeles.

Nelson e Weemer, que ainda integram o corpo dos Marines, foram promovidos a sargento. Ambos são acusados pela justiça militar de "assassinato sem premeditação" e "falta ao dever".

A promotoria afirma que Nazario matou dois iraquianos em Faluja no dia 9 de novembro de 2004, e que ordenou Nelson e Weemer, seus subordinados na época, que fizessem o mesmo com dois iraquianos.

O representante da promotoria, Charles Kovats, declarou perante os 12 jurados que as vítimas do ex-sargento Nazario estavam "desarmadas, não estavam resistindo e tinham as mãos levantadas".

Nazario entrou para a polícia de Riverside depois de abandonar o exército, que levou o caso à justiça federal. É a primeira vez nos Estados Unidos que um ex-combatente é julgado por um crime de guerra em um tribunal civil.

pb/ap

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