Futuro premiê japonês diz que Governo de coalizão atende a pedidos de mudança

Tóquio, 9 set (EFE).- O futuro primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, líder do Partido Democrático (PD), disse hoje que o novo Governo de coalizão que definiu com duas forças minoritárias responde aos pedidos de mudança da sociedade japonesa.

EFE |

Hatoyama fez estas declarações ao assinar o acordo para o Governo de coalizão com os líderes do Partido Social Democrata (PSD), Mizuho Fukushima, e do Novo Partido do Povo (NPP), Shizuka Kamei.

As três forças decidiram rever o atual status das forças militares dos Estados Unidos no Japão e examinar "como enfrentar a presença militar dos EUA" no arquipélago, a pedido do PSD.

Em seu programa eleitoral, o Partido Democrático defendeu renegociar os acordos sobre a mobilização de tropas americanas em território japonês, que inclui cerca de 50 mil militares.

Após assinar o acordo de coalizão na Dieta (Parlamento japonês), em meio a uma grande expectativa, o líder do PD disse que o futuro Governo "atuará para o bem do povo" e fará um "esforço para atender à voz dos cidadãos".

Hatoyama confirmou também que os dois partidos minoritários estarão no novo Governo em cargos ministeriais e que será formado um comitê para que as três forças da coalizão possam coordenar suas políticas.

A líder do PSD, o partido mais à esquerda dos três que formarão a coalizão governamental, mostrou-se muito feliz com um acordo que "reconstruirá o que foi danificado pelo Governo de Junichiro Koizumi", primeiro-ministro do Japão de 2001 a 2006.

Hatoyama, de 62 anos, será eleito primeiro-ministro pela Dieta (Parlamento) no próximo dia 16, após vencer por maioria absoluta as eleições gerais de 30 de agosto.

O PD obteve 308 das 480 cadeiras da Câmara Baixa, enquanto o Partido Social Democrata conseguiu sete e o Novo Partido do Povo, apenas três, mas Hatoyama insistiu durante a campanha em seu desejo de governar em coalizão.

No Senado, o Partido Democrático é a força majoritária, mas em minoria, e precisa do apoio desses dois partidos minoritários para levar adiante seus projetos de lei. EFE yk-psh/an

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