Futura chefe de Segurança Nacional dos EUA promete melhoras em imigração

Washington, 15 jan (EFE).- Janet Napolitano, escolhida pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para ser a nova chefe do Departamento de Segurança Nacional, afirmou hoje que a imigração ilegal no país é um problema de oferta e procura, e prometeu melhoras em sua pasta.

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Durante sua audiência de confirmação na Comissão de Segurança Nacional do Senado, Napolitano desenhou os desafios enfrentados pelo Departamento de Segurança Nacional e, em relação à imigração, disse que "brigará com a imigração do lado da demanda e da oferta".

"Também é preciso ver o que os atrai (os imigrantes ilegais) para cá: a possibilidade de um emprego", destacou a política, que, como governadora do Arizona, tem experiência em assuntos de imigração e segurança fronteiriça.

Nesse sentido, afirmou que o Arizona é um estado fronteiriço que está no epicentro da luta contra a imigração ilegal e que ela percorreu a fronteira do sudoeste dos Estados Unidos "a pé, por avião e a cavalo".

Napolitano também se comprometeu a fazer as mudanças necessárias em relação à controversa lei federal conhecida como "Real Id", que impôs novas normas de segurança para a emissão de carteiras de motoristas e de identidade.

A futura titular do Departamento de Segurança Nacional explicou que foi uma das autoridades que criticou a medida não pelo objetivo de melhorar a segurança, mas por seu financiamento.

Vários congressistas promovem medidas para emendar ou revogar a lei, mas, se for confirmada, Napolitano assegurou que fará consultas com o Congresso e com a Associação Nacional de Governadores na busca de recomendações sobre o futuro da norma.

Além disso, Napolitano prometeu fazer mudanças e melhoras no departamento, criado após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Ela reconheceu a necessidade de melhorar a coordenação e comunicação entre as agências, o que "não é fácil", porque o departamento conta com mais de 200 mil empregados espalhados em 70 prédios em mais de 40 lugares da capital. EFE mp/db

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