Furacões obrigam Raúl Castro a adiar maior exercício militar de Cuba

Havana, 13 set (EFE).- Devido aos prejuízos milionários causados pelos furacões Gustav e Ike, o presidente de Cuba, Raúl Castro, adiou em um ano o exercício estratégico Bastión, a maior manobra militar das Forças Armadas do país, e que se repete todos os anos.

EFE |

Segundo um boletim do Ministério das Forças Armadas divulgado pela imprensa cubana, o treinamento previsto para novembro foi remarcado para 2009.

Na nota, o presidente acrescenta que as perdas causadas pelos furacões, calculadas em US$ 10 bilhões pelos meios de comunicação, "exigem" que todos os dirigentes do Partido Comunista, do Estado, do Governo, de entidades econômicas e de "organizações sociais e de massa" atendam às "tarefas que esta nova etapa requer".

De acordo com o comunicado, será necessário "um intenso, efetivo e prolongado processo de recuperação e restabelecimento".

O "Gustav" atravessou o extremo oeste de Cuba em 30 de agosto, e o "Ike" percorreu a ilha de leste a oeste entre domingo e terça-feira.

Fontes oficiais anunciaram ontem que o Governo cubano está destinando aos milhões de desabrigados todas as suas reservas, inclusive militares, mas que estas não são suficientes.

Os dois furacões deixaram sete mortos, dezenas de feridos e mais de meio milhão de casas total ou parcialmente destruídas. ALém disso, causaram graves danos a plantações, empresas e infra-estruturas.

Embora tenha entrado em contato com autoridades das províncias do país - segundo os meios de comunicação cubanos, todos oficiais -, Raúl não se dirigiu a seus compatriotas nem por rádio nem pela televisão desde a aproximação do primeiro dos dois furacões, em 28 de agosto.

Por outro lado, o ex-presidente cubano Fidel Castro, que se recupera de uma doença, escreveu cartas e artigos sobre o "Gustav" e o "Ike". EFE am/wr/sc

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