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Furacão Gustav ganha força em sua trajetória rumo à Louisiana

Miami, 31 ago (EFE) - O furacão Gustav, que deixou pelo menos 96 mortos no Caribe, acelerou hoje sua trajetória em direção à costa do Golfo do México e deve atingir na segunda-feira, com poderosos ventos, o estado da Louisiana, nos Estados Unidos. Gustav avança rapidamente a 30 km/h sobre o centro do Golfo como um furacão de categoria 3 com ventos máximos sustentados de 185 km/h, uma das máximas na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5. É possível alguma intensificação na noite de hoje e depois haverá oscilações (em sua força), mas se prevê que permaneça como furacão de categoria maior, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês), com sede em Miami, em seu boletim de 18h (em Brasília). O ciclone atingiria a Louisiana na segunda-feira à tarde para, no dia seguinte, se transformar em tempestade na fronteira com o Texas, enquanto na quarta-feira seria rebaixado a depressão tropical. Louisiana é a terceira região dos EUA com mais impactos de furacões desde que começaram a ser feitos os registros, em 1851: 52 ciclones atingiram o estado. A Flórida ocupa a primeira posição, com 113, seguido pelo Texas, com 60, de acordo com dados do NHC. Está em vigor um aviso de furacão (passagem do sistema em 24 horas) para o norte do litoral do Golfo do México, incluindo a cidade de Nova Orleans e Lake Pontchartrain, na Louisiana, até a fronteira entre Alabama e Flórida. O Texas também está sob alerta.

EFE |

O furacão se prepara para atingir a Louisiana, após afetar o oeste de Cuba no sábado.

Perante a chegada, na segunda-feira, de "Gustav", um milhão de habitantes do sul da Louisiana iniciaram a evacuação do local, o que aconteceu com lentidão e ordenadamente.

Pelas estradas se movimentam lentamente milhares de veículos e ninguém pode retornar a Nova Orleans e aos municípios do sul da Louisiana afetados pela evacuação.

O governador da Louisiana, Bob Jindal, pediu hoje à população que vive no litoral do estado para deixar a região imediatamente.

"Agora é o momento de ir embora, falta tempo, levem isso a sério.

Não acreditem em algumas previsões que dizem que é um furacão de categoria 3, pode ser muito, muito pior", declarou Jindal.

O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, que já sofreu no mesmo cargo o desastre do "Katrina" há três anos, qualificou "Gustav" de "a tempestade do século" e insistiu em que as pessoas devem ter consciência do enorme perigo que representa.

Um apelo similar fez o Escritório de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, em inglês) de Miami, que informou em comunicado que não está realizando operações nem instalou pontos de verificação de documentação associados com a evacuação.

Recentemente, a agência governamental aumentou as operações em nível nacional para detectar os imigrantes ilegais e aqueles com antecedentes criminais, o que causou temor na comunidade hispânica dos Estados Unidos.

"Por razões de segurança e a fim de proteger a vida e a propriedade, o ICE pede a todos os moradores do litoral do Golfo para evacuar a zona", afirmou o órgão.

Milhares de pessoas, entre elas centenas de trabalhadores hispânicos, permaneciam no distrito de Plaquemines e outras áreas do sul de Nova Orleans.

O furacão poderia afetar também as plataformas petrolíferas do Golfo do México, de onde sai um quarto do petróleo e gás natural produzidos nos Estados Unidos.

Às 18h (em Brasília), o olho de "Gustav" se encontrava perto da latitude 26,4 graus norte e da longitude 87,3 graus oeste, 350 quilômetros ao su-sudeste da desembocadura do rio Mississipi.

O "Gustav" é, segundo o NHC, um grande ciclone: seus ventos com força de furacão se estendem a 100 quilômetros de seu centro e os ventos com força de tempestade tropical estão a 350 quilômetros do mesmo.

Por outro lado, a tempestade tropical "Hanna" se enfraqueceu mais e está com ventos de 75 km/h, mas ganharia força e se transformaria em um furacão na próxima semana, quando se dirigir ao estado da Geórgia, nos Estados Unidos.

O olho de "Hanna" se encontrava, às 18h (em Brasília), perto da latitude 23,5 graus norte e da longitude 71,4 graus oeste, 225 quilômetros ao norte das ilhas Turks e Caicos, no Caribe.

O Governo das Bahamas emitiu um aviso de tempestade tropical para Cat Island, Exumas, Long Island, Rum Cay e San Salvador.

"Hanna" se desloca rumo a oeste a 17 km/h e espera-se que gire para sudoeste na terça-feira.

Na atual temporada de furacões no Atlântico (de 1º de junho a 30 de novembro), oito tempestades se formaram, incluindo "Hanna", e três furacões.

Meteorologistas da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, em inglês) previram que esta temporada será muito ativa, com a possível formação de 14 a 18 tempestades tropicais, das quais entre sete e dez podem chegar a ser furacões.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajará amanhã ao Texas, onde visitará o centro de operações que coordena os trabalhos de emergência em resposta ao furacão "Gustav", e prometeu ir à Louisiana quando as condições permitirem. EFE so/db

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