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Furacão Gustav encontra cidades cubanas abandonadas

Cidades vazias após a evacuação de seus habitantes, fortes rajadas de vento e uma chuva constante anunciaram a chegada do furacão Gustav à província de Pinar del Río, no extremo oeste de Cuba, onde o ciclone tocou terra e atravessa a ilha.

EFE |

Ao meio-dia de sábado, pelas estradas de Pinar del Río, conhecida por ser a terra do tabaco cubano, ainda havia tráfego de caminhões, bicicletas e carretas, e pessoas que faziam os últimos preparativos para proteger suas casas.

Mas, à tarde, o tempo piorou dramaticamente, as rajadas de vento começaram a aumentar e as ruas da cidade ficaram completamente vazias.

O "Gustav" atravessa Cuba este sábado do sul ao norte, com ventos de 230 km/h e categoria 4 na escala de intensidade Saffir-Simpson de 5, informou o diretor de previsões do Instituto de Meteorologia cubano, José Rubiera.

Alguns habitantes de zonas rurais envolveram suas casas com plásticos e mosquiteiros de proteção de tabaco para evitar a perda das telhas e vigas de seus tetos, enquanto outros salvavam seus animais ou esperavam a passagem do furacão em família.

Às 14h (15h em Brasília), o povoado litorâneo da Coloma, a cerca de 22 quilômetros da capital provincial de Pinar del Río, já estava completamente vazio e só permanecia um grupo de policiais.

A evacuação em Coloma, onde, segundo autoridades locais, o mar deve penetrar de cinco a seis quilômetros terra adentro, começou na madrugada de sábado e cerca de sete mil pessoas deixaram suas casas tapadas com paus e tabuões antes de ir aos centros de evacuação, a maioria em colégios pré-universitários da região.

Na saída do povoado, a família Quian, que trabalha em um local para secar arroz, era uma das poucas que ainda ficavam na área, protegendo o teto com vigas e "cozinhando porco" para levar "munição" à casa "mais segura" de um vizinho.

No centro de evacuação situado no pré-universitário Antonio Guiteras de Pinar del Río, onde há mais de 350 pessoas, Robert Cruz, de 73 anos, disse que após viver toda sua vida em Coloma, já não teme "nem a ciclones, nem à morte, nem a nada".

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