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Furacão Bertha perde força, mas continua avançando pelo Oceano Atlântico

Sonia Osorio Miami, 8 jul (EFE).- O furacão Bertha perdeu intensidade e caiu para a categoria 2, com ventos máximos sustentados de 165 quilômetros por hora, em seu avanço rumo ao noroeste do Oceano Atlântico.

EFE |

Em seu boletim das 12h de Brasília, o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) dos Estados Unidos informou que "Bertha" caiu para a categoria 2 na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai até cinco.

"Bertha" enfraqueceu e "espera-se que sua perda progressiva de intensidade continue nas próximas 24 horas", destacaram os meteorologistas do NHC.

Na segunda-feira, "Bertha" tinha se tornado um poderoso ciclone de categoria 3, cujos ventos máximos chegaram a alcançar 195 quilômetros por hora.

"Agora estamos analisando se 'Bertha' pode ser uma ameaça para o arquipélago das Bermudas, mas ainda é muito cedo para dizer que tipo de impacto terá" sobre as ilhas, disse à Agência Efe um meteorologista do NHC, com sede em Miami.

"Bertha" continua avançando e pode atingir as Bermudas, mas até agora não representa perigo para a costa leste dos Estados Unidos, segundo os meteorologistas.

"As Bermudas têm que ficar atentas porque 'Bertha' provavelmente será uma ameaça (para o arquipélago)", disse hoje à Agência Efe Lixion Avila, meteorologista do NHC.

De acordo com as previsões de cinco dias feitas por computador, o furacão passaria muito perto das Bermudas e seus ventos castigariam a região no próximo final de semana.

O ciclone está se deslocando por águas aquecidas, com temperatura de 27 graus, um dos fatores que poderia ajudar "Bertha" a ganhar intensidade.

"A temperatura do oceano ficará mais quente, e quanto mais quente a água, mais força o furacão ganha", disse Avila.

O especialista afirmou que os EUA não têm motivos para temer, pois o furacão está longe da costa leste e avança em direção ao noroeste a 17 quilômetros por hora.

Seu movimento de translação diminuiu - outro fator que contribuiu com seu fortalecimento -, pois quanto mais tempo permanecer sobre águas aquecidas, adquire mais "combustível".

Às 6h de Brasília, o vórtice do "Bertha" estava perto da latitude 21,4 graus norte e longitude 53,3 graus oeste, a 1.085 quilômetros a este-nordeste das ilhas de Sotavento, no Atlântico, e 1.660 quilômetros a sudeste das Bermudas.

"Hoje podem acontecer algumas oscilações em sua intensidade (...), e espera-se uma tendência de enfraquecimento nos próximos dias", previu o NHC em um boletim.

Os ventos com força de furacão de "Bertha" se estendiam de seu centro até 45 quilômetros; e os de força de tempestade tropical, a 185 quilômetros.

"Bertha" se transformou na segunda tempestade tropical da temporada de furacões do Atlântico em 3 de julho a sul das ilhas de Cabo Verde.

Após ganhar intensidade, se tornou ontem o primeiro furacão da temporada.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) dos Estados Unidos previu a formação de dois a cinco furacões com ventos superiores a 178 quilômetros por hora este ano no Oceano Atlântico.

No total, a NOAA previu entre seis e nove furacões e de 12 a 16 tempestades tropicais.

Até o momento, já se formaram duas tempestades tropicais, "Arthur" e "Bertha", esta última se transformando em furacão.

Em uma temporada média, são formados 11 tempestades e seis furacões, dos quais dois alcançam categorias maiores (3, 4 e 5) na escala Saffir-Simpson.

Os especialistas previram uma temporada "ligeiramente mais ativa" do que o normal em 2008 por causa da ausência do fenômeno El Niño, que atua como um escudo contra a formação de ciclones.

Outro fator que incide em uma temporada ativa é a "multi-década tropical", a combinação das condições atmosféricas com o oceano que produzem um aumento na atividade ciclônica desde 1995.

Desde que o início do registro dos furacões, observou-se que há várias décadas nas quais há muita atividade e outras cuja intensidade de formação de ciclones é abaixo do normal. Isso ocorre a cada dez ou 20 anos. EFE so/wr/plc

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