Furacão Jimena tocou a terra na península mexicana da Baixa Califórnia

CIDADE DO MÉXICO - O furacão Jimena, com ventos de 155 km/h, tocou o solo pouco antes do meio-dia desta quarta-feira na península da Baixa Califórnia, no Pacífico mexicano, informou o Serviço Meteorológico do México (SMN).

Redação com agências internacionais |

"A maior parte do furacão já está em terra", na altura de Puerto San Carlos, na parte centro-sul da extensa península da Baixa Califórnia, informou por telefone Mónica Jiménez, do SMN.

Para o SMN, o centro (olho) do furacão "é o menos relevante", já que o semicírculo nordeste, onde está concentrada a maior parte do poderio desse furacão, "está em terra sobre a península, atingindo-a com toda a sua força".

O Jimena deixou dezenas de casas destruídas, ruas inundadas e árvores e postes de luz derrubados no pequeno povoado de pescadores de Puerto San Carlos, onde também foram interrompidas as comunicações e a energia elétrica.

Setor turístico afetado

A região atingida pela tempestade tem um sofisticado setor turístico, com campos de golfe, marinas e hotéis cinco estrelas.


Região turística da costa doMéxico foi afetada por fortes ventos / Reuters

"Éramos turistas, agora estamos presos aqui", disse o norte-americano Karl Weber, de 40 anos, espiando a tempestade no corredor do seu hotel. Ele e a esposa tinham feito mergulhos próximos a Cabo Pulmo, e seu voo de volta para os EUA foi cancelado.

O México não tem instalações petrolíferas nem atividades importantes dos setores de café e mineração nessa área. O porto de Cabo San Lucas foi fechado.

Antes, funcionários de hotéis de luxo pregaram tábuas nas janelas, embalaram móveis expostos com plástico e transformaram centros de convenção em abrigos improvisados, com camas e jogos de tabuleiro para distrair os hóspedes.

Um hotel à beira-mar em Cabo San Lucas amarrou uma estátua de Netuno, o deus do mar, a palmeiras, e usou cordas para prender um candelabro do saguão ao chão, para evitar que essas peças voassem.

"Nunca passei por nada nem remotamente parecido", disse o investidor imobiliário Reg Wilson, 36 anos, da Califórnia. "Não tenho ideia do que esperar. Não temos muitas opções, então temos de simplesmente suportar."

Famílias pobres, funcionários de hotéis e operários da construção civil se aglomeraram em abrigos montados nas escolas. Cerca de 5.000 pessoas deixaram suas casas na região.


Famílias pobres foram alojadas em escolas e ginásios / Reuters

A chuva inundou estradas, e em pelo menos uma favela, na cidade de San José del Cabo, as ruas viraram rios e a rede de esgotos transbordou.

"As pessoas estão realmente preocupadas", disse Ilda Ramírez, 33 anos, que vive num barraco de papelão e sucata, e agora se abriga numa escola. "Sei que podemos acabar perdendo tudo."

* Com Reuters

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