Furação Irene deixa rastro de destruição em Porto Rico

Segundo autoridades, cerca de 800 mil ficaram sem energia elétrica e mais de 700, desabrigados; furação segue em direção ao Haiti

iG São Paulo |

A tempestade tropical Irene, que está na região de Porto Rico, ganhou força nesta segunda-feira e foi elevada à categoria de furacão, o primeiro da temporada no Oceano Atlântico.

O Irene, que segue para o Haiti e deve atingir a República Dominicana, também poderá chegar à Flórida e a outros Estados americanos, como Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.

AP
Estradas ficaram intrasitáveis depois de passagem do Irene por Porto Rico
A passagem da tempestade por Porto Rico trouxe ao país enchentes, transbordamento de rios, queda de árvores e corte do serviço de energia elétrica. Segundo o governador Luis Fortuño, há cerca de 800 mil pessoas sem energia elétrica e 770 desabrigados em centros governamentais.

Um total de dez estradas principais de Porto Rico está intransitável pela quantidade de água acumulada e queda de árvores e de postes de alta tensão. Além disso, mais de 100 mil casas estão sem receber água.

Fortuño afirmou que cinco rios transbordaram na zona leste, a mais castigada pela tempestade. O chefe do Executivo disse também que o Aeroporto de San Juan mantém a paralisação de operações desde a noite de domingo e todos os portos da ilha permanecem fechados.

O governo decretou folga para seus funcionários, enquanto a Universidade e todo o sistema educacional também permanecerão fechados nesta segunda-feira.

De acordo com o diretor do Serviço Nacional de Meteorologia de Porto Rico, Rafael Mojica, o Irene se transformou em furacão durante a noite, ao passar por Vega Baja, localidade do norte de Porto Rico.

O Irene tem ventos de velocidade de até 120 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões nos Estados Unidos, o que o coloca acima do índice oficial de furacões.

Haiti

No Haiti, onde o furacão Irene deve chegar, centenas de milhares de pessoas no país ainda estão vivendo em barracas desde o terremoto de 2010. O país é particularmente vulnerável a chuvas pesadas que devem acompanhar o Irene.

Em junho, mais de 20 pessoas foram mortas por enchentes e deslizamentos de terras. Segundo autoridades, o tremor de 2010 matou cerca de 230 mil pessoas e deixou mais de 1 milhão de pessoas desabrigadas. De acordo com a Organização Internacional para Imigração, cerca de 634 mil haitianos ainda vivem em acampamentos. Outras estimativas afirmam que 375 mil pessoas ainda permanecem nestes acampamentos.

AP
Imagem de satélite mostra furacão Irene a oeste de San Juan, em Porto Rico

*Com EFE e BBC

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