Furacão Irene deixa primeiras vítimas nos Estados Unidos

Queda de árvore mata menino de 11 anos e surfista é atingido por onda gigante

iG São Paulo |

O furacão Irene, que deixou seis mortos em sua passagem pelo Caribe, fez suas primeiras vítimas nos Estados Unidos neste sábado. Segundo autoridades, um homem morreu ao ser atingido por um galho de uma árvore de grande porte enquando caminhava do lado de fora de sua casa em Nash County, na Carolina do Norte.

Durante a tarde, os relatos de vítimas ganharam mais um registro. Em Newport News, Virginia, ventos derrubaram uma árvore sobre um prédio de apartamentos, matando um garoto de 11 anos, de acordo com um porta-voz. De acordo com o Departamento de Gerenciamento de Emergências da Virginia, uma árvore caiu sobre um carro em Brunswick County, provocando mais uma morte. Os detalhes não foram divulgados. 

Na sexta-feira, antes do furacão chegar aos EUA, um homem morreu de ataque cardíaco no condado de Oslow, Carolina do Norte, quando reforçava as janelas de sua casa com placas de compensado. Outro homem teria morrido após seu carro deslizar na pista e bater em uma árvore. E um surfista morreu na Flórida ao ser atingido por ondas gigantes. 

O Irene tocou a terra da Carolina do Norte, na costa leste dos EUA, na manhã deste sábado. Com ventos de 140 km/h, o centro do furacão foi registrado na região de Cap Lookout, no sul da ilha de Outer Banks. Fortes ventos e chuvas torrenciais provocaram cortes de energia que afetaram pelo menos 900 mil pessoas.

A porta-voz da companhia elétrica Progress Energy, Lauren Bradford, disse que as áreas de Wilmington e Wrightsville Beach, foram as mais afetadas. Em outras cidades do Estado, como Atlantic Beach, há informações de inundações em estradas, além de postes e árvores derrubadas.

A chegada do furacão aos EUA também provocou a queda de pelo menos 12 linhas telefônicas e resultou na suspensão de voos em vários aeroportos americanos. De acordo com as principais companhias aéreas que operam no país, já foram cancelados 9 mil voos desde o início dos preparativos para a chegada do Irene, sendo 3 mil somente neste sábado.

Durante a madrugada, o Irene perdeu força e foi reduzido para a categoria 1 na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai até cinco. Mas especialistas alertam que o furacão ainda representa uma ameaça para os EUA. "O perigo é o mesmo", afirmou Mike Brenna, funcionário do NHG. "A questão-chave nesta tempestade é seu tamanho e duração, não necessariamente a força do vento."

Alertas de furacão foram emitidos para grande parte da costa leste dos EUA, da Carolina do Norte até Nova York e mais ao norte, em Massachussets, nas ilhas de Nantucket e Martha's Vineyard, onde Obama passava férias até sexta-feira.

Autoridades ordenaram que 2,3 milhões de pessoas sejam retiradas das áreas de risco, incluindo 1 milhão em Nova Jersey, 315 mil em Maryland, 300 mil na Carolina do Norte, 200 mil na Virgínia e 100 mil em Delaware.

Segundo Jay Baker, professor de Geografia na Universidade Estadual da Flórida, trata-se do furacão que ameaçou o maior número de pessoas em toda a história dos EUA.

Nova York

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, fez um apelo para que moradores deixem “imediatamente” as áreas de risco da cidade por causa do furacão Irene, que chegou neste sábado à Carolina do Norte, também na costa leste dos Estados Unidos. O furacão deve chegar à Nova York no domingo.

“Não temos como ir de porta em porta e tirar as pessoas de suas casas”, afirmou Bloomberg, em coletiva de imprensa na manhã deste sábado. “Ninguém vai ser multado ou ir para a prisão (por não cumprir a ordem de evacuação). Mas se não fizerem isso, podem morrer.”

Cerca de 1,6 milhão de pessoas vivem em Manhattan, a principal região de Nova York, e 6,8 milhões nas outras quatro áreas da cidade (Queens, Bronx, Brooklyn e Staten Island).

Na sexta-feira, autoridades da cidade ordenaram a retirada de 370 mil moradores, principalmente os que vivem em áreas baixas. O governo afirma que cem abrigos terão capacidade para receber 71 mil pessoas, e disse esperar que a maior parte dos afetados passe o fim de semana com amigos e familiares.

Ao meio dia deste sábado (13h no horário de Brasília), todo o sistema de transporte público da cidade – metrô, ônibus e trens que atendem cerca de cinco milhões de pessoas em um dia útil - foi fechado.

A medida nunca tinha sido tomada por causa de questões climáticas, apenas durante uma greve de funcionários em 2005 e após os ataques do 11 de Setembro de 2001 .

Além disso, pousos domésticos e internacionais estão proibidos em todos os cinco aeroportos da região de Nova York. Três deles – John F. Kennedy, La Guardian e Newark – estão entre os mais movimentados dos EUA. No Brasil, a TAM anunciou o cancelamento de oito voos entre São Paulo e NY.

Cerca de 8,3 mil voos foram cancelados em todos o país por grandes companhias como a United e a Delta, que se recusaram a informar quantos passageiros serão afetados.

A empresa de ônibus Greyhound também suspendeu serviços entre Richmonf, Virgínia e Boston, enquanto a companhia de trens Amtrak reduziu o número de viagens em vários locais e cancelou as que ligam Washington a Boston.

Mapa mostra áreas que podem ser mais afetadas por furacão:

* Com EFE e AP

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