Furacão Ike é rebaixado para categoria 1, mas pode ganhar força no Golfo do México

O furacão Ike, que atinge Cuba nesta segunda-feira, perdeu força e foi rebaixado para a categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que tem cinco níveis, segundo o Centro Nacional dos Furacões (NHC, sigla em inglês), com sede em Miami (Flórida, sudeste dos EUA).

Redação com agências |



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Às 21h GMT (18h de Brasília), o centro do furacão estava cerca de 70km ao sudeste de Cienfuegos, em Cuba, e se dirigia para a parte oeste da ilha a uma velocidade de 22 km/h, com ventos de 130 km/h. Entretanto, Ike ainda pode ganhar força se seu centro ficar sobre a água, alertou o NHC, prevendo um reforço do furacão no Golfo do México, uma área que deve atingir na noite de terça-feira.

Depois de ter provocado a morte de 61 pessoas no Haiti e importantes danos materiais nas Bahamas, o furacão Ike continuava seu avanço devastador na ilha de Cuba, colocada em estado de alerta máximo e que iniciou a evacuação de quase dois milhões de pessoas.

A região de Florida Keys, no extremo sul desse estado americano, espera com alerta de emergência pelo poderoso furacão. A evacuação obrigatória dos residentes dessas ilhas terminou nesta segunda-feira e paralisou a atividade de empresas e escolas.

O governador da Flórida, Charlie Crist, declarou estado de emergência, o que permite a coordenação das operações de evacuação e a ativação de planos com as agências locais, estaduais e federais. "É preciso estar preparado", disse Crist.

As ilhas de Florida Keys, mais ao sul do Estado, sentirão os efeitos das fortes chuvas e os ventos do ciclone, mas não sofrerão diretamente seu impacto, segundo a trajetória prevista pelos especialistas do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Atemorizados, os residentes de Miami começaram na sexta-feira passada a lotar os supermercados na busca de água e comida. Depois, respiraram aliviados ao ser divulgado que o ciclone não passaria diretamente pelo sul da Flórida.

As janelas das casas foram protegidas com painéis de madeira e, diante da previsão de cortes da provisão de eletricidade e água, as pessoas estocaram pilhas, baterias e outros suprimentos úteis.

Passagem por Cuba

As autoridades estão preocupadas ainda com o impacto da passagem do furacão por Havana, já que a previsão é de que Ike atravesse todo o país. Além de ser a cidade mais populosa do país, Havana abriga várias construções coloniais precárias e a passagem do furacão pela capital pode ser devastadora.

Há cerca de uma semana, os cubanos tiveram que enfrentar um outro furacão, Gustav, que trouxe muitos danos à porção oeste da ilha.

Rastro

Ike já causou muitos danos nas ilhas Turks e Caicos, Bahamas e Haiti, em seu caminho pelo Caribe. As autoridades em Turks e Caicos estimam que 80% dos prédios foram danificados.

A passagem de Ike pelo Haiti, onde a destruição foi descrita como catastrófica, provocou mais de 60 mortes , a maioria crianças, na cidade de Cabaret, ao norte da capital, Porto Príncipe.

A primeira-ministra, Michele Pierre Louis, fez um apelo por ajuda internacional, principalmente no envio de helicópteros para resgatar as pessoas atingidas pelas enchentes, já que muitas delas estão no telhado de suas casas há vários dias para escapar dos alagamentos.

O furacão Ike é a quarta tempestade a atingir o país no período de um mês. Na semana passada, a passagem do furacão Hanna afetou 650 mil haitianos, segundo o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a infância, o Unicef. Pelo menos 500 pessoas morreram.

Além da passagem de Hanna, o país sofreu com o impacto do furacão Gustav, na última semana e Fay, há duas semanas. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o furacão Ike está se movendo na direção oeste a 20 quilômetros por hora e, em seu trajeto atual, poderia atingir a porção insular do Estado da Flórida até terça-feira.

Com informações da EFE e da AFP

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