MIAMI - Gustav perdeu intensidade hoje, mas ainda segue acompanhado de fortes chuvas. Ele passou de tempestade tropical a depressão e segue a caminho do Texas.

O furacão deixou pelo menos sete mortos nos Estados Unidos, em acidentes ou transferências de pacientes de hospitais, elevando a 103 o número de óbitos provocados desde sua passagem pelo Caribe.

O Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) dos Estados Unidos informou às 6h de Brasília que a velocidade máxima sustentada dos ventos de Gustav tinha caído para 75 km/h, com rajadas mais fortes, enquanto avança a 17 km/h.

"As observações feitas na Louisiana indicam que o Gustav é neste momento ainda mais frágil que uma tempestade tropical", informa o site oficial do NHC.

O Centro de Observação também ressaltou que, "à parte de fortes tempestades locais, a ameaça de Gustav mudou e é representada agora por chuvas torrenciais e coerentes inundações no interior", em vez dos ventos e marés fortes no litoral.

No entanto, o Gustav continua representando uma ameaça, em especial por causa das fortes chuvas que provoca e das inundações decorrentes das mesmas, acrescenta o NHC.

O presidente George W. Bush viajou a Austin, no Texas, na segunda-feira e afirmou que a coordenação dos trabalhos de socorro foi muito melhor que há três anos, mas advertiu que "a tempestade ainda não passou, é um acontecimento sério".


Membro da Guarda Nacional patrulha as ruas alagadas de Nova Orleans / Reuters

Passagem por Nova Orleans

O furacão Gustav afetou Nova Orleans, capital da Louisiana, com fortes ventos e chuvas intensas na segunda-feira. Mas, ao contrário do que aconteceu há três anos, a cidade estava quase deserta, depois da evacuação forçada de dois milhões de pessoas.

A ventania e as chuvas torrenciais deixaram um cenário de destruição, com árvores no chão e ruas bloqueadas. Quase toda a região ficou sem energia elétrica.

Em algumas áreas, os canais de desaguamento transbordaram acima dos muros de proteção. Os diques que protegem a cidade, no entanto, não foram rompidos. Há três anos, a passagem do furacão Katrina pela região destruiu as barragens e provocou graves inundações.

"Acredito que o pior já passou. Porém, sempre parece que quando você supõe que tem tudo sob controle, acontece algo ruim", declarou à AFP Jimmy Pohlmann, que trabalha para o xerife do distrito de St. Bernard, em Nova Orleans.

Efeitos colaterais

O furacão também tem conseqüências econômicas e políticas. A produção de petróleo na região do Golfo foi suspensa e o Partido Republicano reduziu a agenda de sua convenção nacional, que vai proclamar John McCain como candidato à presidência.

McCain aproveitou uma escala em Waterville (Ohio) para ajudar os voluntários que preparavam pacotes com material para os desabrigados.


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*Com informações da AFP e EFE

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