Furacão Gustav ganha força e se aproxima de Cuba, em estado de alerta máximo

O furacão Gustav, que já deixou pelo menos 85 mortos em sua passagem arrasadora pelo Caribe, seguia ganhando força neste sábado com ventos de até 205 km/h, aproximando-se das costas ocidentais cubanas e de Havana, colocadas em estado de alerta máximo.

AFP |

Mais de 190.000 pessoas que vivem em zonas de risco na província ocidental de Pinar del Rio foram evacuadas antes da chegada do furacão Gustav, prevista para o fim desta tarde.

Gustav, que deixou nos últimos dias um rastro de destruição no Haiti, na República Dominicana e na Jamaica, deve seguir caminho domingo de manhã na direção do Golfo do México e da Louisiana (sul dos EUA), muito abalada há três anos pela passagem do furacão Katrina.

"Dados recolhidos por um aparelho da Aeronnáutica indicam que Gustav continua ganhando força rapidamente", informou neste sábado o Centro Nacional americano dos Furacões (NHC, sigla em inglês) com sede em Miami (Flórida, sudeste dos EUA).

O Instituto de meteorologia de Cuba (Insmet) lançou uma advertência sobre o "perigoso furacão de categoria 3" que, assim que chegar a Cuba, "poderá atingir ou se aproximar da categoria 4" na escala de Saffir-Simpson, que tem cinco níveis, com ventos de mais de 210 km/h.

Às 16H00 GMT (13H00 de Brasília), o centro do furacão estava cerca de 45 km ao sudeste da Ilha da Juventude (oeste de Cuba) e a 158 km do litoral meridional da província de Havana, com ventos que passaram em poucas horas de 185 a 205 km/h, ou seja, quase a força de um furacão de categoria 4, segundo o Insmet, que destacou que Gustav se desloca a uma velocidade de 22 km/h.

O furacão, que se estende em um amplo raio de 520 km, deve afetar toda a parte ocidental da ilha, alertou o Insmet, antecipando "importantes inundações".

A província de Pinar del Rio e a Ilha da Juventude foram colocados em estado de alerta máximo já na sexta-feira, segundo a Defesa civil, que também decidiu na manhã deste sábado elevar ao máximo o nível de alerta para a capital, assim como para sua província e a de Matanzas.

Entretanto, nenhuma evacuação estava prevista na cidade de Havana, de dois milhões de habitantes, onde os ventos deviam atingir no fim da tarde, segundo o Insmet, a força de uma tempestade tropical (menos de 118 km/h).

Os moradores foram orientados já na quinta-feira a fazer reservas de água e alimentos e a reforçar as janelas de suas casas.

Até agora, Gustav deixou pelo menos 66 mortos no Haiti, 11 na Jamaica e oito na República Dominicana, onde dez pessoas continuam desaparecidas.

O furacão varreu as Ilhas Cayman na noite de sexta-feira, mas nenhum balanço de vítimas ou danos materiais foi divulgado até o momento.

O furacão deve seguir caminho para o sul do Golfo do México na noite deste sábado ou na madrugada de domingo, antes de se dirigir para a Louisiana segunda ou terça-feira, segundo as previsões mais recentes.

Já arrasada pela passagem do furacão Katrina em agosto de 2005, a cidade de Nova Orleans, na Louisiana, se preparava neste sábado para a chegada de Gustav evacuando os moradores de alguns bairros.

Katrina deixou cerca de 1.500 mortos na Louisiana e nos estados vizinhos.

bur/yw

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