Furacão Gustav deixa 22 mortos no Caribe e agora ameaça Cuba e Golfo do México

O furacão Gustav, que deixou pelo menos 22 mortos na República Dominicana e no Haiti, avançava, nesta quarta-feira, pelo Caribe em direção a Cuba, onde ameaça chegar como poderoso furacão.

AFP |

Na terça-feira, Gustav atingiu como furacão o extremo oeste do Haiti, deixando pelo menos 14 mortos e centenas de casas destruídas pelo caminho, principalmente no sudeste do país, segundo a Defesa Civil haitiana.

Na República Dominicana, um deslizamento de terra soterrou oito pessoas, membros de uma mesma família, que tinha acabado de voltar para casa depois de ter passado duas semanas em um albergue do governo por causa da tempestade Fay, informou o diretor da Defensa Civil, Luis Luna Paulino.

O fenômeno, que após sua passagem pelo Haiti perdeu força e foi classificado como tempestade tropical, com ventos de 85km/h, está agora 150km a sudeste de Guantánamo, na parte leste de Cuba, e deve se transformar em furacão nos próximos días, segundo relatório do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) emitido às 21H00 GMT (18H00 Brasília).

O meteorologista cubano José Rubiera explicou que, devido à temperatura das águas "de 31, 32 graus, é possível que Gustav chegue a furacão de grande intensidade", com categoria três na escala de Saffir-Simpson, de cinco níveis.

Gustav deve passar na quinta-feira entre a Jamaica e o sul da costa cubana, avançando em seguida em direção à província de Pinar del Río, no sábado, em sua trajetória pelo Golfo do México.

A longo prazo, é possível também que Gustav siga em direção à cidade de Nova Orleans, devastada em 2005 pelo furacão Katrina. O governador da Louisiana, Bobby Jindal, criou uma equipe de crise e declarou que já na sexta-feira começam as evacuações.

"Independentemente da rota prevista, é importante que os habitantes da região da costa do Golfo estejam atentos às indicações dos funcionários locais", e tomem medidas "para estar preparados", disse o secretário americano de Segurança Nacional, Michael Chertoff.

Os cubanos estão alertados e mobilizados na costa oriental da ilha por causa da aproximação de Gustav, e fortes chuvas nas províncias do leste causadas pelo fenômeno provocaram pequenas inundações. Mais enchentes estão previstas para a noite desta quarta-feira no sul de Guantánamo, segundo Rubiera, que também adverte sobre ressacas e marés mais altas que o comum.

Cerca de 60.000 pessoas foram evacuadas nas cidades de Santiago de Cuba, Granma, Holguín, Guantánamo, Las Tunas e Ciego de Avila como parte das medidas de prevenção. Além disso, gado e outros animais estão sendo levados para locais seguros, prédios estão sendo protegidos e brigadas médicas e de ajuda alimentar estão a postos.

"Não podemos nos descuidar", disse o número dois de Cuba, José Ramón Machado, que percorreu a costa leste da ilha.

Gustav é a sétima tempestade da temporada 2008 de furacões no oceano Atlântico.

Leia mais sobre: furacões

    Leia tudo sobre: furacões

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG