Furacão Gustav chega à Louisiana; diques resistem

O furacão Gustav chegou nesta segunda-feira ao litoral do Estado americano da Louisiana, castigando com ventos de 175 km/h a cidade de Nova Orleans - que foi devastada pelo furacão Katrina em 2005.

BBC Brasil |

Imagens de TV mostraram ruas do centro da cidade sendo varridas por fortes ventos e chuva torrencial, mas, até o início da tarde (hora de Brasília), os diques construídos para proteger Nova Orleans de inundações estavam resistindo.

A maior preocupação das autoridades é com a região ao redor do canal Industrial, no oeste da cidade. O canal liga o Lago Pontchartrain, ao norte do centro, ao Rio Mississipi, ao sul, e imagens mostraram a água transbordando a barreira às margens do canal, mas sem destruí-la.

Caso o dique não resista, é possível que vastas áreas de Nova Orleans fiquem submersas.

O repórter da BBC Kevin Connolly, que está em Nova Orleans, disse que em algumas ruas da cidade as bocas-de-lobo já não estão conseguindo dar vazão a toda a chuva.

Connolly afirma que Nova Orleans está parecendo agora uma cidade fantasma, sem carros nas ruas.

Categoria 2

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, às 11h (horário de Brasília), Gustav era um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco e mede a capacidade destrutiva deste tipo de tempestade.

Naquele momento, o olho do furacão se encontrava a cerca de 110 km a sudoeste de Nova Orleans, na região da cidade de Cocodrie, na Louisiana.

Antes de chegar a terra firme, Gustav havia passado pelo Caribe, onde deixou mais de 80 mortos, e chegou a atingir a categoria 4.

Cerca de 2 milhões de pessoas deixaram a costa do Golfo do México para se proteger do Gustav. Em Nova Orleans, longas filas de carro se formaram nas estradas depois que o prefeito Ray Nagin determinou a evacuação obrigatória da cidade, de 239 mil habitantes.

Ainda assim, há informações de que cerca de 10 mil pessoas decidiram permanecer na região.

Além da evacuação de Nova Orleans, a passagem do furacão também provocou reação por arte da indústria do petróleo da região. Por precaução, as petroleiras fecharam quase todas as plataformas e refinarias próximas à rota do furacão.

Convenção republicana

A passagem de Gustav levou o Partido Republicano a anunciar alterações no programa da sua convenção nacional, que deverá formalizar a candidatura do senador John McCain à Presidência.

"Não seria apropriado ter uma ocasião festiva enquanto uma possível tragédia ou um terrível desafio se apresenta na forma de um desastre natural, então nós estamos acompanhando (a passagem do furacão) e estou fazendo orações também", disse McCain à emissora de televisão americana Fox News.

Outras cidades americanas da região do Golfo do México que tiveram grandes prejuízos com o Katrina em 2005 - como Biloxi, no Estado do Mississipi - também estão sendo castigadas pelo Gustav.

Em 2005, a passagem do Katrina deixou cerca de 75% da cidade de Nova Orleans embaixo d'água, e cerca de 1,8 mil pessoas morreram.

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