Funeral de menina morta por afogamento na Itália será nesta quarta

O funeral de Giuliana Favaro, de dois anos de idade, filha da brasileira Simone Moreira, que está sendo acusada pela morte da menina, deve acontecer nesta quarta-feira às 16h (11h, horário de Brasília), na cidade de Ponte de Piave, na Itália. A cerimônia será celebrada na paróquia da cidade, que fica próxima a Vigonovo, onde Giuliana morava com o pai, o italiano Michele Favaro, que ficou com a guarda da menina após se separar de Simone.

BBC Brasil |

Um cartaz com o anúncio da data do funeral foi afixado nas ruas de Vigonovo nesta terça-feira. Nele, o pai pede a quem participar da cerimônia que use roupa azul, a cor preferida de Giuliana.

A menina morreu na quarta-feira passada na cidade de Oderzo, na região de Treviso, no norte da Itália, ao cair no rio Monticano.

A morte foi decorrente de "asfixia por afogamento", segundo dados preliminares da autópsia, cujo resultado oficial ficará pronto na semana que vem.

Acusação
Na avaliação do procurador da República de Treviso, Antonio Fojadelli, Simone Moreira é responsável pela morte da filha.

Ele não acredita na versão fornecida pela mãe da menina, segundo quem a morte foi um acidente.

Ao falar com seu advogado no domingo, a jovem teria repetido que a morte da filha foi um acidente, como já havia dito em seu primeiro depoimento à policia, na noite de quarta-feira.

Simone teria afirmado que estava com a filha no colo, quando a colocou no chão para ir buscar os sapatos no carro e ver se havia mensagens no celular. Quando voltou, Giuliana tinha desaparecido.

Simone vai depor novamente na manhã desta quarta-feira na sede da Procuradoria de Treviso, e não no presídio de Belluno, onde está detida desde sábado.

Durante o depoimento, os advogados da brasileira devem pedir sua liberação. Eles sugeriram a Simone que não responda às perguntas que lhe serão feitas durante o interrogatório, que deve ser breve, segundo fontes locais.

"Simone está em estado de choque", informaram funcionários do consulado do Brasil em Milão, que está acompanhando o caso.

A representação diplomática brasileira no norte da Itália, no entanto, não tem autorização para encontrar Simone no presídio.

O contato do consulado é apenas com os advogados da brasileira, sobretudo para fornecer a documentação necessária para que ela possa usufruir da defesa gratuita.

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