Funeral de Jackson vira outro capítulo de suspense em sua biografia

O funeral de Michael Jackson se transformou em um novo capítulo de suspense da complexa biografia do rei do pop, entre boatos e informações contraditórias sobre o cantor, do qual o mundo deseja se despedir e sua família não sabe como uma semana depois da morte.

AFP |

Os Jackson negaram na quarta-feira a celebração de um funeral no excêntrico rancho de Neverland, horas depois da divulgação de um testamento no qual o músico designou a amiga Diana Ross como a tutora alternativa dos três filhos, atualmente sob a guarda temporária de sua mãe madre, Katherine Jackson.

"Ao contrário das informações divulgadas na imprensa, a família Jackson declara oficialmente que no haverá uma exposição (do corpo de Michael) nem pública nem privada em Neverland", o excêntrico rancho do rei do pop, afirma um comunicado publicado pelo escritório de relações públicas Sunshine, Sachs & Associates.

Enquanto a família não anuncia como será a homenagem pública antes do sepultamento do astro, um exército de jornalistas e fãs teve que deixar a área de Neverland, para onde haviam se deslocado na terça-feira para acompanhar o que prometia ser um funeral pomposo no mundo de fantasia construído por Jackson, que via em Peter Pan seu alterego.

Para os admiradores da estrela, que faleceu na quinta-feira passada vítima de uma parada cardíaca aos 50 anos, a decisão significa uma frustração, já que Neverland foi descartada como área sagrada de Jackson, similar a Graceland, onde Elvis Presley foi enterrado em Memphis.

A imprensa afirma agora que as homenagens ao rei do pop podem acontecer no Staples Center, onde o Los Angeles Lakers joga e que tem capacidade para 20.000 pessoas, ou no Coliseu de Los Angeles, principal cenário dos Jogos Olímpicos de 1984. Alguns antecipam que acontecerão no fim de semana e outros apenas na terça-feira, mas nenhum pronunciamento oficial foi feito pelos Jackson.

A confusão sobre o funeral é o último capítulo de uma vida complexa, repleta de extravagâncias e polêmicas que mesmo depois da morte não para de criar surpresas, como a revelação do testamento que redigiu em 2002 e que foi apresentado na Suprema Corte de Los Angeles.

Michael Jackson designou a amiga Diana Ross (65 anos) como a tutora alternativa dos três filhos no caso da mãe, Katherine Jackson (79), falecer ou ficar incapacitada de cuidar de Prince Michael, 12 anos, Paris, 11, e Prince Michael II, de 7 anos.

Outros documentos apresentados com o testamento estimam a fortuna de Jackson em mais de 500 milhões de dólares, apesar das informações publicadas antes da morte do astro destacarem que ele estava muito endividado.

O ídolo do pop, que deixou como testamenteiros o advogado John Branca, o produtor musical John McClain e o contador Barry Siegel, não menciona no documento o pai, Joe Jackson, e omite explicitamente a ex-esposa Debbie Rowe, mãe de seus dois filhos mais velhos.

O documento revela que os bens do rei do pop passarão ao Fundo da Família Michael Jackson (Michael Jackson Family Trust), sem apresentar mais detalhes.

Os últimos acontecimentos sobre o destino da fortuna e o corpo do músico deixaram em segundo plano as especulações sobre o papel dos medicamentos na morte repentina, que levaram a duas autópsias - uma que descartou em um informe prelimiar suspeitas criminais e outra de resultados desconhecidos.

O site de celebridades TMZ.com informou que os investigadores encontraram na mansão de Jackson um remédio potente, o Propofol, um sedativo usado para anestesias gerais, enquanto uma enfermeira que trabalhou alguns meses com o astro afirmou que ele solicitara o remédio Diprivan - uma marca do Propofol - nos últimos meses de su vida.

A única certeza é que a música do ídolo que marcou a década de 1980 retornou ao topo das listas de sucessos nos Estados Unidos após a morte, ocupando nove dos 10 primeiros lugares da lista de álbuns de música pop mais vendidos da revista Billboard.

pb/fp

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