Madri, 31 jul (EFE).- O funeral dos dois agentes da Guarda Civil espanhola mortos nesta quinta-feira na turística ilha de Mallorca em atentado atribuído à ETA será celebrado hoje, enquanto as forças de segurança buscam os autores dos crimes.

O príncipe Felipe, herdeiro da Coroa espanhola, e sua esposa, a princesa Letizia, presidirão o funeral, que será realizado na catedral de Palma de Mallorca a partir das 13h locais (8h de Brasília).

Os agentes Carlos Sáenz de Tejada e Diego Salva foram atingidos pela explosão de uma bomba em seu carro de patrulha, que foi colocada embaixo do veículo e acionada a distância, nas imediações do quartel da Guarda Civil na localidade de Palmanova, no município de Calvía, próximo a Palma de Mallorca.

Os corpos estão sendo velados no palácio de La Almudaina, em Palma de Mallorca, para onde seguiu desde Madri o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, acompanhado do ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba.

O líder do principal partido da oposição, Mariano Rajoy, também seguiu para o palácio, onde os familiares receberam as condolências das infantas Elena e Cristina, filhas dos reis da Espanha.

Entre as mostras de apoio foram convocadas também para hoje concentrações de repulsa dos assassinatos nos municípios espanhóis.

Apenas uma hora depois do atentado, as autoridades iniciaram a "Operação Jaula" e ordenaram o fechamento do aeroporto e do porto de Palma de Mallorca, para evitar que os terroristas pudessem deixar a ilha mediterrânea.

Ainda hoje, os portos de Palma de Mallorca e Alcudia operavam com tráfego restrito. Todos os navios precisam de uma autorização do Ministério do Interior para seguirem viagem.

Esta é a primeira vez em que a ETA consegue matar na ilha mediterrânea, um dos principais destinos turísticos da Espanha e que recebe anualmente dezenas de milhares de visitantes de toda a Europa.

Palma de Mallorca é também o lugar eleito pela família real espanhola para passar suas férias de verão, habitualmente no mês de agosto, no Palácio de Marivent.

O atentado desta quinta-feira aconteceu 24 horas depois que o grupo terrorista, que completa 50 anos hoje, tentasse provocar um massacre com a explosão de uma caminhonete carregada com mais de 200 quilos de explosivos em frente ao quartel da Guarda Civil em Burgos, no norte da Espanha.

Mais de 60 pessoas sofreram ferimentos leves por causa do atentado que causou grandes danos materiais.

O atentado desta quinta-feira, o primeiro em Mallorca com vítimas fatais, é o 9º da ETA este ano e eleva para três o número de vítimas mortais em 2009, após o assassinato no dia 19 de junho, também com uma bomba, do inspetor de policial Eduardo Puelles, na cidade basca de Arrigoriaga.

Em seus 40 anos de atividade violenta (o primeiro assassinato atribuído ao grupo data de 1968), a organização terrorista criada no dia 31 de julho de 1959, já matou quase mil pessoas em sua luta pela independência do País Basco. EFE nac/bba

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