Fundo para a América Central será condição para acordo com a UE

Tegucigalpa, 12 jun (EFE).- O acordo de associação entre a América Central e a União Europeia (UE) não será assinado enquanto não houver definição quanto ao fundo de cooperação financeira destinado a esta região, disse hoje à Agência Efe a vice-ministra das Relações Exteriores hondurenha, Patricia Licona.

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Licona deu tal declaração ao fim de uma reunião de dois dias dos negociadores-chefes centro-americanos, anterior à próxima rodada de conversas com a UE, marcadas para entre os dias 6 e 10 de julho em Bruxelas.

A vice-ministra, que presidiu a reunião preparatória, lembrou que uma comissão regional trabalha na estruturação do fundo e não descartou que este fique pendente mesmo após o término das negociações gerais do acordo de associação.

"Possivelmente a negociação terá duas velocidades diferentes", afirmou Licona, acrescentando que "não é difícil" considerar que a próxima rodada não será a última, apesar de estar programada para tanto.

A comissão que, por ordem dos presidentes centro-americanos, trabalha na estruturação do fundo, é integrada por ministros de Finanças, presidentes de bancos centrais e representantes dos organismos econômicos e financeiros da integração regional.

A proposta da comissão deverá ser analisada pelos negociadores e pelos Governos centro-americanos antes de ser apresentada à UE, explicou Licona.

Os negociadores centro-americanos farão sua reunião preparatória em Bruxelas antes da rodada de negociações com o bloco europeu, informou a vice-chanceler hondurenha.

Por enquanto, se prevê que o acordo de associação seja assinado no primeiro semestre de 2010, durante a Presidência espanhola da UE.

EFE lam/bba

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