Fundador do WikiLeaks quer que Corte britânica vete extradição

Julian Assange quer que seu caso seja analisado pela Suprema Corte britânica. Ele contesta sua prisão e a expulsão do país

Reuters |

O fundador do site WikiLeaks , Julian Assange , formalizará no mês que vem um pedido para que sua extradição, solicitada pela Suécia, seja analisado pela Suprema Corte britânica, disse um porta-voz do WikiLeaks nesta terça-feira.

Prestes a acabar: WikiLeaks pode fechar por problemas financeiros até o fim do ano

Assange , de 40 anos, e seus advogados solicitaram à Alta Corte britânica que remeta o processo à Suprema Corte. Ele contesta a legalidade de sua detenção na Grã-Bretanha e o fato de ser tratado como réu embora não haja certeza de que ele irá ser processado.

O assunto deve ser discutido em audiência na Alta Corte de Londres em 5 de dezembro. A decisão sai no mesmo dia e, caso o recurso seja rejeitado, a extradição deve ocorrer em até dez dias.

As autoridades suecas querem interrogar Assange sobre as acusações de crimes sexuais contra duas ex-voluntárias do WikiLeaks. Ele nega as acusações, e se diz vítima de uma perseguição política.

Em 2010, o WikiLeaks divulgou mais de 700 mil documentos oficiais sigilosos dos EUA, entre memorandos diplomáticos e informações sobre as guerras do Iraque e Afeganistão. Assange foi detido em dezembro de 2010, e atualmente vive sob liberdade condicional na casa de um simpatizante rico.

(Reportagem de Peter Griffiths)

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