Fundador do Wikileaks planeja concorrer ao Senado da Austrália

Australiano Assange, que luta contra extradição para Suécia, poderia participar de votação prevista para depois de julho de 2013

iG São Paulo |

O fundador do WikiLeaks , Julian Assange , planeja concorrer ao Senado da Austrália nas eleições apesar de estar em prisão domiciliar na Inglaterra enquanto espera uma eventual extradição para a Suécia, onde é acusado de crises sexuais , anunciou o site de vazamentos neste sábado.

O australiano de 40 anos recorreu em 1º de fevereiro contra sua extradição para a Suécia. Ele levou sua batalha legal para a Suprema Corte britânica , que deve decidir sobre seu caso em breve. "Descobrimos que é possível para Julian Assange concorrer ao Senado enquanto está detido. Julian decidiu concorrer", anunciou o WikiLeaks no Twitter.

Batalha judicial: Assange recorre contra extradição na Suprema Corte britânica

Assange tem criticado o governo de centro-esquerda da primeira-ministra Julia Gillard por não ter ficado do seu lado contra uma potencial ameaça de extradição para os EUA onde seria processado pela divulgação pelo WikiLeaks de centenas de milhares de documentos secretos dos EUA.

A polícia australiana concluiu que o WikiLeaks e Assange não quebraram nenhuma lei do país ao publicar os telegramas diplomáticos , embora Gillard tenha classificado a ação como "muito irresponsável".

John Wanna, um cientista político da Universidade Nacional da Austrália disse que era possível para Assange concorrer ao Senado se continuar na lista eleitoral do país apesar de morar no exterior há anos. Ser condenado por um crime punível sob a lei australiana por 12 meses ou mais na prisão pode desqualificar uma pessoa de concorrer ao Parlamento durante a duração da sentença, mesmo se ela for suspensa.

Toda eleição australiana atrai candidatos que têm poucas esperanças de vencer e usam suas campanhas para buscar publicidade para várias causas comerciais ou políticas.

De acordo com Wanna, há poucas chances de Assange conquistar um assento, afirmando, porém, que ele pode receber mais de 4% dos votos em seu Estado de candidatura por causa de sua alta projeção. Nesse nível de votação, candidatos podem reivindicar do governo mais de US$ 2 por voto para compensar suas despesas de campanha.

As próximas eleições para o Senado não podem ser convocadas antes de julho de 2013, e os candidatos não podem se registrar oficialmente até que a eleição seja marcada ao menos um mês antes da data da votação.

*Com AP

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