Atração semanal de entrevistas será construída em torno do tema 'o mundo de amanhã' e convidará 'iconoclastas e visionários'

O fundador do WikiLeaks , Julian Assange , afirmou nesta terça-feira que está lançando carreira na televisão, apresentando um programa de entrevistas que, segundo ele, será construído em torno do tema: "o mundo de amanhã".

Entenda: Saiba mais sobre o WikiLeaks

O criador do WikiLeaks, Julian Assange, concede entrevista em Londres (01/12)
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O criador do WikiLeaks, Julian Assange, concede entrevista em Londres (01/12)

Os convidados do programa não foram divulgados, mas Assange prometeu dar a seus telespectadores mais daquilo que já tem oferecido: controvérsia. A ideia é que a atração tenha 10 episódios de meia hora exibidos semanalmente.

O WikiLeaks disse em comunicado divulgado na segunda-feira que "iconoclastas, visionários e fontes do poder" seriam trazidos para o programa, para que Assange pudesse desafiá-los sobre suas visões dos assuntos mundias e "suas ideias em como assegurar um futuro melhor".

O universo da televisão é uma novidade para o australiano de 40 anos, cujo grupo orquestrou o maior vazamento de documentos secretos da história dos Estados Unidos.

Mas o comunicado afirma que Assange era o mais qualificado para desempenhar o papel de apresentador dado seu passado como "um pioneiro na busca por um mundo mais justo e uma vítima da repressão política".

Ellis Cashmore, uma especialista em cultura das celebridades na Universidade de Staffordshire, na Inglaterra, no entanto, não tem tanta certeza disso. "Assange tem uma boa e profunda voz e um agradável sotaque australiano, mas sua fala é lenta e deliberada e não é especialmente televisual", disse.

"Para ser fiel à sua imagem, ele teria que tornar seu programa subversivo, e isso pode não ser atraente para possíveis convidados." O WikiLeaks disse que o programa começaria a ser transmitido em meados de março, embora não tenha deixado claro quem está por trás da sua produção.

Não está claro também se Assange estará livre para apresentar o programa. Atualmente, ele, que vive em Londres, briga para evitar uma extradição para a Suécia , onde é procurado por suspeitas de quatro agressões sexuais e um estupro.

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O ex-hacker, que nega ter cometido os crimes, diz que o caso está motivado politicamente, após a difusão no WikiLeaks de dezenas de milhares de despachos confidenciais da diplomacia americana e documentos secretos sobre guerras, como a do Afeganistão e do Iraque.

Com AP

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