Fundador de milícia islâmica curda é atacado por tiroteio

Copenhague, 25 jan (EFE).- O mulá Krekar, fundador da organização islâmica curda Ansar al-Islam, foi atacado nesta madrugada por um tiroteio contra sua residência em Oslo, mas teve apenas o braço levemente ferido.

EFE |

Os tiros foram disparados da rua e passaram por uma janela aberta no apartamento de Krekar, onde estavam o mulá e outras quatro pessoas, informou hoje a Polícia norueguesa, que procura por dois indivíduos que foram vistos fugindo pelos arredores.

O líder religioso curdo e sua família tiveram de deixar a residência, que está sendo investigada por peritos policiais, mas a Polícia não confirmou se trata de um atentado contra o mulá, que há anos se vinculou com a Al Qaeda.

Refugiado na Noruega desde 1991, Krekar recebeu em 2003 uma ordem de expulsão ditada pelo Governo deste país nórdico e ratificada pela Corte Suprema quatro anos depois, por ser considerado uma ameaça para a segurança nacional.

A ordem não foi, no entanto, executada porque as autoridades iraquianas não garantiram sua segurança caso ele fosse enviado novamente ao norte do Iraque, sua terra de origem.

Najmuddin Ahmad Faraj, seu nome de registro, foi detido em 2002 pelas autoridades holandesas em Amsterdã, quando fazia escala em uma viagem de Teerã a Oslo.

Havia contra ele um pedido de extradição da Jordânia por tráfico de drogas, mas as autoridades holandesas tiveram de libertá-lo por falta de provas.

De volta a Oslo em fevereiro de 2003, a Polícia o deteve por suposta colaboração com a Al Qaeda. Krekar foi levado a julgamento, mas três meses mais tarde foram retiradas as acusações contra ele novamente por falta de evidências.

As acusações dos Estados Unidos de que Krekar tentava recrutar suicidas muçulmanos fizeram com que agentes italianos viajassem até Oslo para interrogá-lo em dezembro passado e que a Polícia norueguesa o detivesse novamente no início de 2004.

O mulá passou um mês e meio na prisão, mas foi libertado mais uma vez, novamente pelo motivo de falta de provas. EFE alc/sa

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