Washington, 30 nov (EFE) - O ex-presidente americano Bill Clinton publicará os nomes de 208 mil doadores de sua fundação como parte de um acordo estabelecido com o presidente eleito, Barack Obama, para facilitar a possível nomeação da esposa Hillary como secretária de Estado. O ex-presidente, que governou os Estados Unidos de 1993 a 2001, entregou à equipe de transição de Obama uma lista com os nomes de indivíduos e organizações que, desde 1997, fizeram doações à Fundação Bill Clinton, informou hoje o jornal The New York Times, que citou fontes democratas. O acordo com o presidente eleito também estabelece que a lista deve se tornar pública antes do fim do ano. O documento se dividirá em várias categorias, com informação geral das contribuições, sem apresentar o valor exato em dólares.

Clinton também terá que divulgar os nomes de qualquer futuro doador enquanto sua esposa estiver no gabinete do próximo Governo dos EUA.

Até o momento, o ex-presidente manteve em segredo os nomes dos doadores amparado por uma lei federal, mas agora decidiu publicar a lista para evitar possíveis conflitos de interesses de sua atividade com as futuras obrigações de Hillary como secretária de Estado.

O presidente eleito anunciará na segunda-feira sua nova equipe de Segurança Nacional, da qual Hillary Clinton poderia fazer parte como chefe da diplomacia americana.

A publicação da lista de doadores faz parte de nove condições estabelecidas no acordo que Bill Clinton negociou em conversas com representantes de Obama e todas vão além das obrigações que a lei estabelece, segundo as fontes.

Em virtude do acordo, o ex-presidente também separará a atividade de sua Iniciativa Global Clinton (IGC, na sigla em inglês) da de sua fundação para reduzir seu envolvimento direto nela, de acordo com o "New York Times".

A IGC, que luta contra doenças, pobreza e mudança climática, já não poderá organizar reuniões anuais no exterior nem aceitar novas doações de Governos estrangeiros.

Por outro lado, o Departamento de Estado e a Casa Branca poderão revisar os discursos e as atividades empresariais do ex-presidente americano.EFE cae/ab/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.