Funcionários entram em reator nuclear de Fukushima pela 1ª vez desde terremoto

Trabalhadores estão instalando sistema de ventilação no reator 1 para filtrar particulas radioativas no ar

iG São Paulo |

Funcionários da usina nuclear de Fukushima, no Japão, entraram neta quinta-feira nos prédios que abrigam os reatores pela primeira vez desde o terremoto que atingiu o país no dia 11 de março.

A operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), afirmou que os trabalhadores estão instalando sistemas de ventilação no reator 1 para filtrar partículas radioativas no ar. O objetivo é reduzir o nível de radiação no local para que seja possível instalar um novo sistema de resfriamento, já que o anterior foi desarmado pelo terremoto.

AP
Imagem divulgada pela Tepco mostra robô usado para medir radiação (18/04)

No meio de abril, os níveis de radiação dentro do prédio que abriga o reator 1 eram altos demais para que alguém entrasse no local, mas na última sexta-feira robôs coletaram novas informações indicando que a radioatividade havia caído em algumas áreas do reator.

A Tepco decidiu então acionar doze funcionários para entrar no prédio, mas informou que eles vão trabalhar em turnos de 10 minutos para minimizar a exposição à radiação. "Eles vão entrar um a um para instalar os dutos (de ventilação) e vão trabalhar em um espaço muito estreito", disse o porta-voz da companhia, Junichi Matsumoto.

De acordo com a companhia, a expectativa é a de que o sistema de ventilação comece a funcionar ainda nesta quinta-feira e opere por três dias. Se o nível de radiação diminuir, os operários poderão trabalhar pro mais tempo dentro do prédio.

A Tepco espera conseguir controlar a crise até o fim do ano, mas há dúvidas sobre o quão realística é essa previsão.

Uma zona de exclusão de 20 quilômetros foi estabelecida ao redor da usina por causa de preocupações com os níveis de radiação. O terremoto seguido de tsunami deixou ao menos 14 mil mortos e 13 mil ainda estão desaparecidos. Os custos de reconstrução no Japão foram estimados em US$ 300 bilhões (R$ 480 bilhões), tornando este o desastre mais caro da história.

Com BBC e EFE

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