Funcionário que perdeu documentos confidenciais é suspenso no R.Unido

Londres, 12 jun (EFE).- O funcionário britânico que esqueceu em um trem documentos secretos sobre o Iraque e a rede terrorista Al Qaeda foi suspenso de suas funções, informou hoje o Governo do Reino Unido.

EFE |

O funcionário, cuja identidade não foi divulgada, foi interrogado como parte de uma investigação interna, depois que os documentos perdidos foram achados na terça-feira passada, em um trem que fazia o trajeto entre Londres e o condado de Surrey (sul da Inglaterra).

Aparentemente, a decisão de suspender o funcionário foi tomada no final da noite de ontem, depois que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, soube do incidente.

O funcionário trabalha para a unidade de Segurança e Inteligência do Governo, e seu trabalho consiste em elaborar análises sobre determinadas situações de segurança, motivo pelo qual estava autorizado a tirar documentos de seu escritório, desde que seguisse estritas medidas de segurança.

O documento, que estava no interior de um envelope de cor laranja, foi achado há poucos dias por um cidadão que decidiu entregá-lo à cadeia "BBC", que ontem revelou a história.

"O funcionário que perdeu os documentos foi suspenso de suas funções", indicou um porta-voz do Governo.

O Governo decidiu abrir uma investigação interna sobre o caso, e a Polícia Metropolitana de Londres também faz a sua.

Os textos são altamente secretos, e por isso seu extravio tem conseqüências para a segurança nacional, segundo a "BBC".

Os documentos incluem uma avaliação da situação de segurança no Iraque, encomendada pelo Ministério da Defesa, e outra do perfil atual da Al Qaeda, solicitada pelo Ministério de Exteriores.

Os papéis estão classificados como "Uk Top Secret", e cada uma das sete páginas contém a advertência que só podem ser lidas pelas autoridades de Estados Unidos, Austrália e Canadá, segundo a "BBC".

Aparentemente, os documentos não contêm nomes de pessoas ou locais que pudessem ser utilizados por grupos terroristas.

No final de 2007, o Governo já havia passado por um escândalo semelhante, após a perda de um disquete que continha nomes e números de contas bancárias de milhões de pessoas que recebem subsídio infantil.

O disquete foi perdido após ter sido enviado por correio de um escritório do Governo para outro. EFE vg/gs

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