Funcionário italiano da Cruz Vermelha sequestrado nas Filipinas é libertado

Roma, 11 jul (EFE).- O representante italiano da Cruz Vermelha Eugenio Vagni, de 62 anos, sequestrado no dia 15 de janeiro nas Filipinas, pelo grupo extremista Abu Sayyaf, foi libertado hoje, informou o Ministério de Assuntos Exteriores da Itália.

EFE |

O titular italiano de Exteriores, Franco Frattini, demonstrou sua satisfação com a libertação e afirmou que não houve nenhuma operação militar.

Vagni, segundo fontes italianas nas Filipinas divulgada pela imprensa de Roma, já está em um quartel da Marinha filipina, na ilha de Jolo, no sul do arquipélago, onde foi sequestrado, e já ligou para sua família e para as autoridades italianas.

O representante da Cruz Vermelha falou com sua esposa, a filipina Khwanruean Phungket, que há dois meses está com os dois filhos do casal nas Filipinas para seguir o caso de perto, e disse que estava bem.

Também falou com seu irmão Francesco, que vive em Montevarchi, na região italiana da Toscana, a quem disse que estava bem e tinha "muita vontade de vê-los" e que esperava voltar em breve para a Itália.

Sobre o estado de saúde de Vagni, fontes diplomáticas italianas afirmaram que ele tem a voz "forte" e não apresenta sinais de "sofrimento".

Em imagens exibidas por um canal de televisão, segundo a imprensa italiana, Vagni estava magro e com aspecto cansado, "mas aliviado", após passar 178 dias na selva filipina.

Segundo o chefe da Cruz Vermelha nas Filipinas, Richard Gordon, Vagni está "fraco" e assegurou que não teve que pagar nada por sua libertação.

O Governo italiano se opôs desde o início a uma operação militar para libertá-lo, já que podia colocar a vida do italiano e de os outros dois voluntários também sequestrados em perigo.

O grupo Abu Sayyaf sequestrou o suíço Andreas Notter, de 39 anos e a filipina Jean Lacaba, de 37, além de Vagni, de 62, no dia 15 de janeiro, quando realizavam uma inspeção de rotina em uma prisão em Jolo, nas Filipinas.

A organização extremista ameaçou decapitar os três voluntários se o Governo de Manila não retirasse suas forças do sul do arquipélago.

No dia 2 de abril, a enfermeira filipina Jean foi liberada e no dia 18, o suíço Notter foi posto em liberdade. EFE jl/pd

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